Viagem na maionese

Até onde vai uma empresa para reduzir seus custos? Na subsidiária brasileira da francesa Schneider Electric os cortes chegaram ao restaurante dos funcionários.

Dias atrás, a empresa enviou a seus empregados uma mensagem informando que faria algumas mudanças nos refeitórios. “Nesta época de crise, temos que fazer a nossa parte em todos os sentidos, conter todo e qualquer tipo de despesas”, afirmava o comunicado da empresa (acabo de receber uma cópia). “Sendo assim, a partir da próxima 2ª-feira, teremos alterações no cardápio do refeitório, em todas as unidades. Ele será padrão, para minimizar os gastos.”

Entre as 10 medidas adotadas estavam a retirada da máquina de refrigerantes do refeitório (passaram a ser servidos apenas suco e água) e o fim dos molhos à base de maionese. Sério. Acabaram com a maionese.

A Schneider Electric é líder mundial em gerenciamento de eletricidade e automação e teve um faturamento de mais de 17 bilhões de euros em 2007. Será que tirar a maionese do refeitório fará tanta diferença assim em seu desempenho? Claro que em épocas de crise é preciso apertar o cinto, mas será que o maior desperdício dessa empresa está no molho disponível no refeitório?

Imagino que nas empresas em que vocês trabalham o “facão” também deve estar correndo solto. Que tipo de coisa já foi cortada?

P.S. dois dias depois do envio do comunicado, a Schneider demitiu cerca de 80 funcionários.

Cristiane Correa, no Portal Exame.

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