Igrejas – ramo religioso não foi atingido pela crise

Em tempos de crise econômica mundial, podemos observar que o ramo religioso não foi atingido e continua sendo um bom negócio empresarial para pastores, padres, bispos e apóstolos, curandeiros e outros tantos que se auto-denominam representantes de Deus na Terra. Em Palmas, algumas igrejas evangélicas estão construindo seus luxuosos templos, obras consideradas ilegais para o plano diretor, com terrenos doados pela prefeitura.

Quem passa pela avenida LO 05 próximo ao quartel da Polícia Militar pode observar aquela grandiosa obra, invadindo área de domínio público com os limites do estacionamento. Templo da Sara Nossa Terra! Até um desatento acharia estranho, aquela estrutura quase que entrando na pista, num Brasil onde muitos entendem que a coisa pública é coisa sem dono.

Na avenida LO 03, a Videira, considerada a maior igreja evangélica de Palmas (contando cabeças, como se conta gado) também é um exemplo claro de desobediência ao plano diretor. Ainda assim, pregam legalidade e moral num mundo que eles mesmos condenam. Poderiam se desapegar da ostentação do templo!

Pois bem, críticas que partem das igrejas evangélicas contra os católicos não combinam mais com a realidade que os próprios protestantes estão vivendo, os apostólicos romanos são mestres há mais de dois mil anos nesse ramo que envolve dinheiro e riquezas materiais, mas, os evangélicos, em sua maioria caminham para o mesmo rumo, como uma religião capitalista qualquer, onde fé se mistura a fanatismo.

O número de empresas que fecham em Palmas ou no Brasil em no máximo dois anos de vida é alto, mas as igrejas possuem uma receita muito boa com isenção de impostos, muitas vezes se enquadrando como entidades filantrópicas. Assim, dificilmente uma denominação fecha suas portas em Palmas. Se tratando de empresas, bem que os empresários de nossa capital poderiam descobrir a receita desse sucesso financeiro.

Estão desprezando a Deus, o criador dos céus e da Terra, usando o nome Deus tão sagrado, para atrair fiéis, dinheiro e poder. A fé serve tão somente à agitação do fanatismo e captação de recursos e ostentação. Basta analisar como exemplo a Igreja Renascer, que os bispos foram presos por sonegação dos poucos impostos devidos e em seguida o templo de uma de suas igrejas caiu o teto em São Paulo por falta de cuidados. Decadência de um império! A queda do teto pode ser resultado de tantos pecados contra o povo.

Diante disso, podemos começar a entender e interpretar porque alguns cristãos se tornam ateus, agnósticos e afins. A falta de fé nas igrejas, fé nas enganações, riquezas, falta fé em vivenciar na igreja uma missão concreta de melhoria para o social. Dessa forma, os bons, as boas igrejas, que desenvolvem trabalhos sérios e recolhem impostos, que promovem o crescimento espiritual e valores de vivência social tão ausente nos dias atuais, terminam por pagar pelos maus, pela fé desenfreada, fé sem desconfiança, pela ostentação, sonegação, manipulação de massas, barulho e incômodo das igrejas fanáticas evangélicas, tão gananciosas quanto seus pastores.

No entanto, essas igrejas estão muito bem obrigado! Um bom negócio, rentável, redução no pagamento de impostos e gozo de privilégios, escondendo-se atrás do Deus todo poderoso, usando um nome tão sagrado e digno sem um mínimo de respeito por parte de homens que mais se assemelham a verdadeiros assassinos da fé em Deus.

Walquerley Ribeiro, no jornal A Boca do povo.
dica do tom fernandes via twitter

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