Modismo Emergente… Atitude Urgente!


Já escrevi certa vez (vide) sobre a nova onda de revolução que tem levado muita gente a abandonar os pilares eclesiásticos para defender uma outra linha de pensamento ou simplesmente para não ter mais que participar das chatas programações religiosas e nem ter responsabilidades com elas. Falei do perigo desse comportamento desencadear uma nova moda, passageira como todas, que só serviria para fazer barulho e algazarra para depois se desnortear com o vento sem nenhum propósito realmente útil.
Saí da igreja e fui totalmente desvirtuado pelos “irmãos”. Tive minha fé caçada por eles, por entenderem que a equação Fi = AD <> FD (“F”ora da “i”greja igual a “A”teu “D”esgraçado diferente de “F”ilho de “D”eus) seja verdadeira. Mas, apezar de toda descriminação e preconceito, sair de lá fez muito bem pra minha alma. Luto dia após dia para não cair no modismo, para não achar que preciso revolucionar o Evangelho.
Alguns podem até dizer que não quer revolucionar o Evangelho e sim a igreja, mas esta vem sendo revolucionada desde que nasceu como instituição humana, e essas revoluções foram o maior fator agravante da sua situação como missionária do amor de Cristo. O modelo de igreja, hoje, é o resultado de uma série de revoluções para modelar uma fórmula de salvação do homem.
Nós, os “sem igreja”, criticamos, denunciamos, enfrentamos o poder da imposição da igreja sobre as pessoas, mas caímos em muitos dos erros que o sistema igrejeiro preconceituoso comete. Agimos de forma preconceituosa também, julgamos e, de certa forma, até queremos condenar alguns religiosos, segundo nosso entendimento. De maneira que, sem freio, podemos ser tão hipócritas quanto os fariseus modernos convencidos da salvação. Aliás, devemos nos perguntar se não somos também um desses fariseus, com a diferença de que não suportamos conviver com outros iguais a nós.
Os emergentes só existem porque passaram um dia por uma igreja, senão, a palavra “emergente” perderia o sentido. E nessa passagem de um estágio para outro, uma massa frenética tem saído de suas igrejas para fugirem de suas amarras. Contudo, é preciso cautela para não cair em amarras maiores e não viver da ilusão barata de revolução. Não será nosso ímpeto para criticar e até praguejar as instituições igrejeiras que vai revolucionar o mundo, quanto menos a nós mesmos.
Precisamos deixar de querer impor nosso estilo de vida como sendo o remédio do mundo, a verdade absoluta, tanto os emergentes quanto os membros e líderes das igrejas. Precisamos deixar as críticas e os pensamentos vãos a fim de melhor cumprir nosso legado. Precisamos ver o Evangelho como uma missão de amor, vivendo o sacrifício de Cristo. Ouvir e aplicar mais, falando menos. Argumentar, discutir, “teologizar” não vai nos tirar da posição de prequiçosos que perde tempo falando.
A igreja não é a solução do Evangelho, portanto, é um desperdício lutar para revolucioná-la mais uma vez.
A solução é Cristo. E Ele será conhecido e amado quando as pessoas virem o que de bom Ele produz no nosso caráter, estando nós dentro de uma igreja ou não.
A moda dos emergentes passará. Mesmo que o modelo de igreja seja novamente afeiçoado, agora pela influência dos emergentes, precisaremos sempre de atitude cristã ao invés de pragmatismo.

Alguém pare esse mundo, porque eu preciso subir!

Lindoélio Lázaro no excelente blog O’s Lázaro’s

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