Diário de uma doméstica (2)

Aproveitando a ausência dos patrões, Dircinéia pega o telefone e fofoca com a amiga Craudete:

– Cê num sabe da úrtima? Eu discubri que aqui nessa mansão que eu trabaio é tudo fachada!

– Como assim, Dircinéia? – pergunta a colega, confusa.

– Nada aqui é dos patrão! Tudo é imprestado! TUDO! Cê cridita numa coisa dessas? Óia só: a rôpa que o patrão usa é dum tar de Armani… A gravata é de um tar de Pierre Cardan… O carro é de uma tar de Mercedes… nadica de nada é deles.

– Nooooossa, que pobreza!

– E além de pobre, eles são muito ixibidos. Magina que ôtro dia eu escutei o patrão no telefone falano que tinha um Picasso

– E num tem? – Que nada, fia… é piquinininho de dá dó…

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