Com lenço, sem identidade

Hélio de Souza, enfermeiro na Bahia, conta ao seu irmão Sátiro (um dos meus “filhos” mais amados) que a igreja do Waldomiro [sic] Santiago já chegou em Irecê… E como Hélio trabalha no Pronto Atendimento de um grande hospital da região, ele tem presenciado cenas tragicômicas, entre os incautos baianos, com relação à fé nos milagres operados pelos lencinhos do “apóstolo” Waldomiro. Muita gente está colocando esses lencinhos ungidos sobre ferimentos de faca e de bala, no pronto-socorro, acreditando que os tais pedaços de panos suados (e contaminados) possam curar os seus ferimentos.

Essa gente ignorante da Verdade chora, implorando que os enfermeiros lhe permita a entrada na UTI, a fim de colocar os lencinhos do “apóstolo” milagreiro sobre os parentes enfermos e sobre os seus ferimentos, inclusive sobre os que já estão mortos, na esperança de uma ressurreição.

Essa pobre gente ignorante, “sem lenço e sem documento” (conforme canta um dos seus ídolos), não conhece a verdade que liberta do engodo religioso e cai em todo tipo de chantagem emocional, que é a especialidade desses curandeiros da fé. Estes prometem curas miraculosas e quando a mesma não acontece, depressa eles culpam o enfermo, alegando “falta de Fé”. Esses jacarés espirituais usam e abusam do nome de Jesus, a fim de ganhar dinheiro.

trecho de Quem vai de lenço?, texto de Mary Schultze no Informativo Batista.

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