Algumas considerações sobre a Bíblia

A Bíblia não faria muito sentido se Jesus não aparecesse no meio dela. Quase todo o Velho Testamento descreve a ideologia de um povo, numa determinada época, que é guiado pelo barbarismo e pela guerra justificada pela suposta preferência divina a uma determinada nação.

Se as escrituras se resumissem aos relatos, com o exagerado tom de epopéia, do povo escolhido eu me confundiria na escolha de uma divindade para adorar. Há uma variedade de de deuses que dão uma forcinha na guerra, por exemplo, Atenas, que foi muito legal ajudando os gregos na vitória contra Tróia.

Um deus a serviço das necessidades pessoais de uma determinada gente está mais para um governador. Casos recentes, como o do amado ex-presidente americano George W. Bush, apontam o resultado dessa leitura errada que chega a uma conclusão de “Deus está do nosso lado”. E haveria, até certo ponto, um embasamento para a formulação dessas teorias, se não fosse Cristo.

O Novo Testamento “globaliza” a mensagem do evangelho numa nova interpretação de Jesus que não escolhe uma nação preferida. Todas as fronteiras da mensagem são destruídas. E se Deus vê toda a humanidade como um só povo, não há como justificar uma guerra dizendo que Ele está de um lado e não de outro.

Um episódio de João 4 relata-nos a intepretação do Messias acerca das fronteiras religiosas:

19Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta.
20Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar.
21Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me, a hora vem, em que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai.

Portanto, amigos ateus ou não-cristãos, bem vindos a salvação! Não é necessário que venhas a Jerusalém e nem que subas ao monte.

Sigam sua vida de estudos e subversão religiosa, que apoio abertamente, pois se negam a religião do senso comum, negam o maior mal da nossa história.

Thiago Bomfim, na Livraria do Thiago.

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