10 indicadores econômicos muito inusitados

O ex-governador do Estado de Nova York, Eliot Spitzer, disse há poucos dias em uma entrevista:
“Quando você sai na rua, na chuva, na hora do rush, e consegue um taxi, é sinal de que estamos em uma séria recessão. E, no momento em que não consigo pegar mais um taxi, é provável que a economia esteja retomando. No momento, está chovendo pela manhã, mas não tenho dúvidas de que consigo pegar 10 taxis em 30 segundos. É um sinal péssimo para a economia.”

Apesar de duvidosos, indicadores subjetivos como o utilizado por Spitzer não deixam de ser interessantes. Pensando nisso, a revista Kiplinger, especializada em finanças pessoais, levantou outros 10 indicadores econômicos bem inusitados. Segundo a publicação, eles foram desenvolvidos com base nas pistas da vida cotidiana, para ajudar seus leitores a determinar a situação real da economia.

Cuidado: além de hipotéticas, essas métricas foram criadas com base na realidade norte-americana. Apesar disso tudo, nos trazem alguns insights bem interessantes.

1 – Cinemas lotados
Quando a situação complica, as pessoas vão aos cinemas. A venda de ingressos aumentou muito nos anos de recessão. De acordo com a Associação Nacional de Proprietários de Cinemas, o número vendido no primeiro quadrimestre de 2009 aumentou mais de 9% em relação ao ano passado. Por se tratar de uma das formas de entretenimento mais baratas – a média de preço em 2008 foi de US$7,18 (nos EUA) -, as pessoas continuam a encher as salas. Portanto, seriam filas pequenas e ingressos caros sinais de uma volta aos bons tempos?

2 – Mais hortas
A Associação Nacional de Jardinagem detectou que o número de pessoas que cultivarão suas próprias frutas, vegetais e hortaliças este ano é 19% maior do que em 2008. Um total de 43 milhões de pessoas. Que se trata de uma prática divertida e relaxante, todo mundo sabe. No entanto, 54% dos que responderam à pesquisa disseram que a razão é simplesmente economizar.

3 – Mais primeiros encontros
O site de paquera Match.com percebeu um padrão nas atividades do site durante a crise. Os últimos quatro meses de 2008 foram os mais movimentados em 7 anos de funcionamento. A empresa teve um movimento parecido só em 2001, logo após o 11 de setembro. A hipótese é de que as pessoas estão buscando companhia para esquecer a respeito dos problemas financeiros – ou para compartilhar a dor.

4 – Romances na lista dos mais vendidos
A economia partiu seu coração? É hora de afogar as mágoas lendo um romance? É o que afirma a Harlequin, uma das maiores editoras do gênero nos EUA. Em 2008, as vendas da empresa cresceram 32% em relação ao ano anterior. Em 2009, as vendas estão subindo cada vez mais. As razões apontadas são: o efeito antidepressivo das estórias e os preços baixos de livros em relação a outras formas de lazer. Fenômeno semelhante ocorreu durante a recessão dos anos 90. As vendas nunca estiveram tão altas. Portanto, romances empilhados nas estantes de desconto das livrarias seriam um sinal de ótimas notícias.

5 – Mais caras cansadas
A pesquisa Sono na América de 2009 detectou que cerca de um terço da população não consegue mais dormir em decorrência das preocupações com o dinheiro. O estudo, feito pela Fundação Nacional do Sono, também levantou que 10% dessas pessoas ficaram “rolando na cama”, com preocupações principalmente voltadas ao desemprego. Essa mesma porcentagem corresponde ao número de desempregados no país. Portanto, quanto mais pessoas com cara de cansaço, pior a situação?

6 – Mais gente feia
Os norte-americanos gastaram US$10,3 bilhões em 2008 para realizar 1,7 milhões de cirurgias plásticas – menos 9% em relação a 2007. A Sociedade Americana de Cirurgias Plásticas culpa a má situação econômica. Com a crise, menos gente pode se dar ao luxo de gastar com operações do tipo. O número de lipoaspirações, por exemplo, caiu 19%.

7 – Cílios cintilantes
Até março de 2009, as vendas de maquiagem para os olhos haviam crescido 8,5% no período de um ano. Nesse tempo, mais de R$260 milhões foram gastos, principalmente com pincéis para os olhos, com alta de 9% e máscaras, com 13%. Seria uma forma de esconder os olhos cansados das noites não dormidas?

8 – Excesso de jacarés
O que 100.000 jacarés tem a ver com a economia? Eles moram na fazenda de jacarés Savoie, uma das maiores da Louisiana. A empresa, que vende couro de jacaré para marcas de luxo – como a Louis Vuitton, por exemplo -, afirma não ter vendido uma única unidade desde novembro do ano passado. Com a crise, as pessoas não estão mais comprando malas e bolsas feitas com esse material.

9 – Menos retirada de roupas nas lavanderias
O Instituto Internacional de Lavanderias detectou que os consumidores estão visitando os estabelecimentos com menos freqüência e deixando as roupas mais tempo por lá. Clientes que antes vinham semanalmente, agora aparecem a cada 15 dia. Alguns deles, inclusive, estão atrasando para retirar as roupas lavadas para evitar a conta. Esse indicador já foi citado em outras épocas difíceis.

10 – Mais picadas de pernilongo
No condado de Maricopa, no Arizona, um número enorme de casas abandonadas tem piscinas. A água parada – também conhecida como “piscina verde” – é local de reprodução desses insetos, segundo as autoridades locais. Equipes já trataram a água de mais de 4.000 piscinas sujas só em 2009. Durante o mesmo período de 2007, foram apenas 2.500. Enquanto a maioria se encontra em residências abandonadas, algumas pertencem a moradores que não tem mais dinheiro para bancar este luxo.

Via blog chmkt

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