O meio não é a mensagem

No último dia do Festival, a mídia social foi tema de 3 boas palestras. Mas em um sábado com tanto sol, praia e prêmios sendo anunciados, o pessoal foi mesmo socializar. Nao mais que 30 pessoas acompanharm as falas da Profero, Alquimistas e News Corporation, que acabaram sendo um bom resumo de tudo o que foi visto sobre o assunto ao longo da semana.

Mas Jeremy Schwartz, diretor de marketing da News Corporation, não se intimidou com a falta de “audiência” da sua apresentacao, que de resto ele nao considera mais como uma medida importante de publicidade – “Um consumidor descontente com nossa marca pode gerar através de seu blog ou twitter mais GRPs do que podemos comprar em um ano”. E essa é a mudança estrutural que ele enxerga no negócio da comunicaçao – depois da escrita, da prensa e da comunicação de massa, chegamos a era da “conexão coletiva”. E como aconteceu com as revoluções midiáticas anteriores, ainda estamos muito deslumbrados com a tecnologia – “Há 500 ou 600 anos, as pessoas deviam chacoalhar um livro impresso na cara dos seus amigos e vizinhos da mesma maneira como faziamos com nossos iPhones há 2 anos”.

Mas no final o que vai prevalecer é a qualidade das mensagens que circulam nesses ‘lugares’. Para ele, a internet não é um meio, mas um lugar onde as pessoas vão fazer muitas coisas, inclusive consumir televisão, noticias, etc. E a oportunidade que ela oferece é permitir às marcas, agências e veículos descobrir o que as pessoas fazem de fato neste lugar, e não o que elas dizem que fazem, ao contrário do que nos contam quando fazemos pesquisa do jeito tradicional.

Marcelo Coutinho, no Blue Bus.

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