O objeto mais prodigioso da natureza

Que não há de supor, ao ver-nos juntar as coisas do espírito e do corpo, que tal mescla nos é mui compreensível? No entanto, é essa a coisa que menos se compreende.

O homem é, em si mesmo, o objeto mais prodigioso da natureza; pois não se pode conceber nem o que é corpo, nem, menos ainda, o que é espírito, e, ainda menos, de que modo um corpo pode se unir a um espírito.

Essa a sua dificuldade máxima, e, não obstante, a sua própria essência: Modus quo corporibus adhaerent spiritus comprehendi ab hominibus non potest, et hoc tamem home est. ( A maneira por que se acha o espírito unido ao corpo não pode ser compreendida pelo homem, e, não obstante, é o homem. Santo Agostinho, citado por Montaigne).

Blaise Pascal

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