Deus Ludens

Sexta-feira braba, correndo desde cedo por conta de uma situação de emergencia hospitalar, cabeça voando feito louca, mais que padre pendurado em balão em meio de tormenta. Para completar o frio curitibano, úmido, que faz gelar até a alma. E, entre um momento e outro de lucidez, a vontade de correr para o micro e postar algo aqui. Agora deu.

E, na correria, meus pensamentos direcionavam-se, maioria deles, para o post da “maldição da bateria“. Fiquei imaginando quais devem ser as sensações e emoções desses camaradas, que descem a lenha na tal da bateria nas igrejas, ao assistir o Haleluia de Handel por inteiro. Sim, por inteiro, não só a parte final. Handel, quando tocou pela primeira vez sua obra, foi execrado também pela própria igreja e, contudo, hoje é um dos preferidos por 9 entre 10 pastores, excetuando-se alguns que chegam até mesmo a se curvar para a genialidade de J.S.Bach.

Lembrei-me então de um verso bíblico que diz que “Deus ri e zomba” (Salmo 2:4 e 37:13). Sei que os fundamentalistas irão dizer que estou me apropriando de textos que referem-se a ímpios, mas isso não muda o fato: DEUS RI E ZOMBA.

Daí me lembrei de um artigo do L. Jean Lauand, entitulado, “Deus Ludens“, cujas palavras iniciais transcrevo – “Deus brinca. Deus cria, brincando. E o homem deve brincar para levar uma vida humana, como também é no brincar que encontra a razão mais profunda do mistério da realidade, que é porque é “brincada” por Deus.” – leitura sugerida.

Penso, finalmente, em como Ele deve ter dado muitas risadas de todo esse “imbroglio” (ou seria, “inbloglio” ?), como Ele deve se divertir olhando para todos nós, seres humanos, como pequenas crianças que continuam brincando de ser sérias…

Cá entre nós: dá para guentar os trancos da vida sem um pouco de bom humor?

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