Gênios do marketing (156)

Nesta quarta-feira a cerveja Diabólica será oficialmente lançada em Curitiba. A festa acontece no Vox Bar, com direito a chope da Diabólica e show com as bandas Hillbilly Rawhide e As Diabatz. A comemoração, entre outras coisas, marca uma mudança de escala. A produção, que antes era de volume quase caseiro – o pré-lançamento, em fevereiro, teve 350 garrafas somente -, passa para cerca de mil litros. Ela saiu do caldeirão infernal dos idealizadores da receita e teve seu primeiro lote produzido em grande escala nos tanques da cervejaria Gauden Bier, localizada no bairro curitibano de Santa Felicidade.

Com isso vai ser muito mais fácil achar essa que é, na opinião desse humilde blogueiro, uma cerveja de personalidade e que combina muito bem com a capital paranaense. A Diabólica é uma cerveja que segue idéias da velha escola cervejeira. Portanto, esqueça a bebida clarinha com gosto suave. Trata-se de uma Indian Pale Ale (IPA), estilo que ficou marcado historicamente por ser produzido na Inglaterra com a intenção de aguentar a longa viagem de navio até a Índia, na época em que era colônia do império britânico. Para isso, ela teria que levar mais lúpulo na formulação, o que confere parte do seu diferencial.

A receita da endiabrada bebida curitibana leva sete tipos de malte, incluindo um defumado responsável por deixar um sabor amadeirado. Além disso, ela passa por um processo chamado de “Dry Hopping”, que é a adição de lúpulo no final do processo de fermentação. Como toque final, o teor alcoólico resultante é de 6,66% abv, que faz referência ao número da besta. Sugestivo, não?!

Na quinta-feira, tive a oportunidade de experimentar a nova leva da Diabólica. A degustação me lembrou de um papo que tive há algum tempo com o Alexandre Willerding, um dos produtores da bebida, no qual me explicou que o efeito que se queria para essa cerveja era a surpresa. E pelo que eu senti, isso ficou ainda mais enfatizado na nova produção.

A bebida é avermelhada e turva, com espuma puxada para o marrom claro. No aroma, percebe-se uma forte referência de frutas cítricas, algo suave e até adocicado. Já no gosto ela “te pega de jeito”. Encorpada, traz um gosto intenso, com lúpulo e amargor bem marcados, meio frutado e seco. Mais seco do que a versão anterior, inclusive. Recomendo que dediquem um tempinho para essa pluralidade de sensações que ela oferece.

Sem dúvida essa é uma cerveja que merece destaque.

E lembrem-se: beba menos, beba melhor. E nada de dirigir depois!

via site da Comunidade Reviver
dica do Raphael Rap via twitter

se alguém de curitiba vier a sampa fale comigo… 😛

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