Face 2 face

A força da teia de relacionamentos não é algo novo. O agrupamento de pessoas em torno de uma atividade comum é tão antigo quanto a sociedade humana. Seja para decidir sobre rumos da comunidade onde vive ou da empresa onde trabalha ou simplesmente para trocar experiências de interesse mútuo, a formação de associações, sindicatos, coletivos, grupos e confrarias são fenômenos antigos. Só que agora ganham uma nova força pelas “turbinadas” redes sociais. Mas, como tudo que ronda a web, é preciso considerar sempre a importância da rede “física” – e não só a virtual – de contatos e relacionamentos.

As redes sociais virtuais trazem uma espécie de disputa por um número cada vez maior de “amigos” ou seguidores nos seus Orkuts, Facebooks, Linkedin ou Twitter. Acontece que, sabidamente, há um limite no número de relacionamentos estreitos que conseguimos alimentar de forma consistente. Esse número não passa de um pouco mais de 100.

É claro que há formas de interação que dispensam uma intervenção um a um, caso do Twitter, por exemplo, onde há a figura de simples seguidores. Mas, de qualquer maneira, questiona-se o excesso de valorização do virtual, em detrimento do físico, real.

Há dois anos, assisti a uma palestra no Cannes Lions que tratava exatamente desse tema. O assunto era o Second Life, surgido como a nova grande tacada do mundo virtual, e que praticamente sucumbiu à realidade de que ainda temos muito a fazer na nossa first life. Sou daqueles que acreditam muito na rede de relacionamentos. Tenho feito parte de associações, comitês e confrarias há muito tempo.

Apesar de trocarmos experiências virtuais, os momentos mais ricos são exatamente aqueles em que há a oportunidade de encontros presenciais. A força dos relacionamentos parece estar na combinação da facilidade do virtual com experiências reais, no campo físico.

Alexis Pagliarini, no Propaganda & Marketing.

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