E você, o que está fazendo?

Toda vez que um texto de crítica à igreja é feito em algum blog morre uma estrelinha no céu. Bem, só pode ser esse o motivo pelo qual muitos ficam indignados ao lerem um texto e afirmarem que os autores que devem fazer uma mudança. A indignação parte do pressuposto de que os críticos nada fazem, ficam simplesmente de pernas para o ar coçando algum lugar escuso.

Tenho uma novidade: o fato de se criticar um texto não vincula necessariamente uma pessoa ao total ócio. Não podemos negar que podem haver blogueiros que são duas caras, falam uma coisa e na prática agem totalmente diferente. Assim é dentro de uma igreja, no trabalho e em toda relação social – essa última frase poderia ser suprimida, no entanto, o óbvio ululante nem sempre é tão percebido assim.

Escrever um texto pode não parecer grande coisa na tentativa de se mudar a situação da igreja atual, mas palavras, sejam orais ou escritas, refletem necessariamente uma opinião, fato esse que não eleva a opinião à condição de sincera. Apesar disso, falar e escrever continuam sendo ações.

Reformas, revoluções ou até mesmo a ampliação do banheiro da sua faculdade só começam quando alguém comunica a vontade de mudança. O Evangelho é comunicação, não importa o meio, se através de gestos, fala ou leitura o que importa é que as ações práticas e efetivas se manifestem.

Ações práticas e efetivas também envolvem a crítica. Se perguntarem mais uma vez “e você, o que está fazendo para melhorar a igreja?” Oras, a critico. O que faço? O oposto daquilo que não acredito. O que critica a crítica, somente com o argumento falho de que o autor nada faz para mudar a situação está, no fim, se igualando a quem condena.

Raphael Rap, no blog Rapensando.

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