A dor que nos religa

Trecho do e-mail que envio ao meu amigo de infância, depois de um reencontro há poucos dias.

“… A única coisa que estou pensando agora é que às vezes a dor tem esse estranho poder de nos religar uns aos outros. Será que eu já re-arrumei a minha Teologia? Não. Ainda está inacabada. Na verdade eu acho que a Teologia nem tem mais importância. Tenho buscado conhecer simplesmente Quem é Deus? e, curiosamente, esbarro e re-esbarro em vários antigos amigos e irmãos nessa busca.

Tenho ouvido histórias, tenho chorado, tenho me surpreendido. Tenho “desconstruído” Deus, as imagens tortas que fiz d’Ele. Meu “religare” tem sido aqui mesmo. E vamos prosseguindo.

Eu não tenho receita ou dica alguma pra te dar agora, meu amigo. Fico aliviada porque você não perdeu a lucidez, a inquietação e a santa angústia, porque você também desistiu das respostas prontas.

Bem-vindo ao “clube”: dos que apanham, sofrem humilhação e vergonha e finalmente aprendem que precisam perdoar-se a si mesmos da sua demasiada humanidade. E depois a “per-do-ar”: perdoar amplo assim, perdoar aos que nos feriram, ao passado, à vida, quiçá ao cosmos e de certa forma perdoar ao “Deus torto” que projetamos em nós. Perdoar geral…”

Agora que nos fomos absolvidos e feitos justos por Deus pela nossa fé n’Ele, nós temos paz com o próprio Deus por meio do Senhor(que é nosso) Jesus, o Cristo – o ungido e separado para essa missão.


Romanos 5:1 -Tradução (minha) livre direto do grego e da versão literal inglesa de Marshall

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