O cão, a padaria e a música gospel

Por Renato Vargens
Há pouco soube de uma história no mínimo intrigante: Um colega de ministério foi convidado para pregar numa proeminente igreja. Ao chegar ao local do culto, foi convidado por um dos pastores a conhecer a mais nova aquisição do povo de Deus: uma padaria completa! Ele olhou aquilo e pensou com seus botões: Que legal! Esses irmãos montaram uma padaria para saciar a fome das pessoas! No entanto, o que ele não podia imaginar era que o real motivo de se montar à padaria era outro.
Na ocasião o pastor anfitrião falou todo orgulhoso: “Agora até a nossa ceia é sem contaminação dos ímpios! Nós produzimos os pães que são distribuídos na ceia! Não tem mão de ímpios na produção do pão!” O pastor ouvindo isso disse: “Vocês gastaram dinheiro montando uma padaria por este motivo”? Não é para abrandar a fome dos famintos? Não é para tentar mudar o futuro de tantos jovens que precisam de uma profissão? Não daria para fazer desta padaria uma oficina de padeiros?

Caro leitor, me assusta o fato em perceber que parte da Igreja de Cristo continua tratando a vida de forma dualista. Ora, aquela igreja considerava os pães confeccionados por padeiros não cristãos como profanos. No entanto, segundo a sua visão, se um crente confeccionasse os pães, estes seriam santos. Ora, é exatamente isso que alguns tem feito com a música, se os autores forem crentes, Deus está no negócio, caso contrário, o cramulhão é o culpado.

Para eles era muito mais importante confeccionar “pães santos” do que alimentar os famintos que vivem a seu redor.

Pois é cara pálida, dias complicados os nossos! Como bem afirmou o André Reverbério é muito mais fácil colocar a culpa no cão!

Pense nisso!

Extraído do Renato Vargens

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