O Facebook e as pamonhas de Piracicaba

Mark Zuckerberg, criador do Facebook, esteve no Brasil. Em uma rápida palestra na Fundação Getúlio Vargas, deu uma aula sobre como a fusão entre tecnologia, psicologia e interações sociais altera o mundo dos negócios e a vida das empresas.

O Facebook é a maior rede social do mundo, com mais de 340 milhões de usuários globais segundo o Google Ad Planner. Segundo o próprio fundador do site, são 1,3 milhão de usuários ativos no Brasil, ou seja, somos ainda um mercado pequeno, mas em rápida expansão: a base de usuários brasileiros dobra a cada 90 dias.

Zuckerberg, que aos 20 anos largou Harvard para cuidar do site e hoje emprega “uns 20 ex-professores” como consultores ou diretores da empresa, destacou quatro tópicos importantes para o sucesso das redes sociais. Todas têm consequências profundas sobre a maneira como as marcas se relacionam com seus consumidores.

O primeiro ponto é que no mundo digital devemos construir serviços que permitam às pessoas criar, controlar e dividir informações sobre o interessa a elas. Parte da missão do Facebook é “give people power to share”.

A tecnologia é uma ferramenta para expandir pontos de contato entre as pessoas, e não um fim em si mesmo (até aqui, nada de novo sob o sol: McLuhan disse mais ou menos a mesma coisa há 50 anos).

O segundo ponto: as pessoas irão dividir mais coisas (ou seja, colocar e fazer circular conteúdo) se sentirem que estão no controle sobre o que é exposto e para quem é exposto. Zuckerberg não cansou de frisar que o poder de decisão é do usuário. Para uma cultura empresarial acostumada a colocar o retorno do capital como medida principal de um negócio antes de pensar no “retorno ao usuário”, é um desafio radical. Leia +.

Marcelo Coutinho, no IDG Now!

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