O Jesus que pouca gente quer

A presente reflexão refere-se ao homem, quiçá, negro, pobre, sem aparência e que nada escreveu sobre si.

Refere-se ao homem camponês, da aldeola Nazaré, no interior da Galiléia, região rural de Jerusalém.

Este Jesus que pouca gente quer é carpinteiro, agricultor e ambulante, uma vez que segundo o costume, o filho herdava a profissão do pai. Este Jesus é do movimento do João Batista, pois optar por este seguimento, representa descontentamento com o tradicional judaísmo; discordância dos vários caminhos propostos pelos inúmeros grupos religiosos e anúncio profético do Reino de Deus entre os povos.

Crer-se que este Jesus escolhe pessoas consideradas mais insignificantes e pecadoras perante ás léis existentes. Aqui, Jesus é libertador, optando preferencialmente pelos pobres e indigentes do sistema romano e judaico.

O Jesus que pouca gente quer, acima de tudo, nasce em um ambiente hostil, sem as mínimas condições de higiene; nasce de uma jovem simples e sem o mínimo de noção da empreitada posta pelo anjo mensageiro. Acredita-se que este Jesus tem fome, sêde, sono, dores, cansaço, tentações, densos momentos de profunda tristeza; chora e dorme.

O homem chamado popularmente de nazireu, galileu, diga-se de pasagem, nomenclaturas pejorativas, filho do homem e por fim, de Jesus. É discriminado; prisioneiro; sem teto; abandonado; recebendo vários apelidos tais como: Filho do Diabo, alcoolatra, blasfemador, amigo de pecadores e publicanos; cristo; rei dos judeus; filho do homem; filho de Davi; mestre, messias e salvador. Este Jesus quebra as barreiras raciais, sociais, políticas, econômicas, culturais e religiosas de seu tempo.

O Jesus que pouca gente quer entra na casa e come com pecadores e publicanos; lava os pés dos seus discipulos e discipulas; toca em leprosos; dá a vida pelas pessoas; anda em cima de uma jumenta; desmascara os comerciantes do templo e conversa com samaritanos. Quanto a estes, compreende-se que representam os irmãos mulçumanos de hoje. O Jesus que pouca gente quer não condena, pelo contrário, acolhe e ama consideravelmente a considerada pior das pecadoras. […]

O Jesus que pouca gente quer escandaliza os grupos religiosos de seu tempo. Leia +.

Fonte: Blog do pastor Adriano Trajano.

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