Proibidão (1)

No passado distante ou no presente, governos criam leis impossíveis, extravagantes, estúpidas, engraçadas. A variedade é grande, proporcional à capacidade criativa dos legisladores. Festeje: no Brasil, a lei sexual mais influente – fora as criminais de estupro e violência – é básica e abrange casos de atentado ao pudor.

No passado

Graduadas em prostituição
– No Tibete, uma lei milenar exigia que as mulheres se prostituíssem. Assim, imaginava-se que elas ganhassem experiência sexual antes do casamento. No início do século 20, depois da invasão chinesa, e de uma onda de violências sexuais, a lei, naturalmente, expirou.

Ruim para ambas as partes
– Já os hunos puniam estupradores com castração. Mulheres que tinham dois homens eram divididas em duas — cada um ficava com uma parte, ainda que não fosse exatamente viva.

Boca no trombone
– A imperatriz chinesa Wu Hu, da dinastia Tang, inventou uma lei bem específica sobre sexo oral. Para ela, a mulher denotava sua inferioridade ao presentear o homem com felação – o popular boquete. Os caras é que tinham que usar a boca para beijar o clitóris. Por isso, Wu Hu insistia que, antes de qualquer reunião com homens, que eles manifestassem, oralmente, o seu apreço. A imperatriz abria o robe com que recebia os visitantes e eles tinham de ficar de joelhos e lamber suas partes íntimas. É irresistível especular que deve ter surgido daí a expressão “wu-huuuuu” — porque a imperatriz era gostosa e a maioria das pessoas intimadas a beijar as intimidades dela achava aquilo um “negócio da china”.

Castigo fecal
– Os teutões – povos germânicos que, no ano 100 A.C., viviam, entre outras regiões, onde hoje fica a Dinamarca – puniam as acusadas de prostituição afogando-as em excrementos. Detalhe sobre as mulheres da tribo dos teutões (teutonas, certo?): cometeram suicídio coletivo quando capturadas e dominadas pelo Império Romano.

Dá ou desce (bem fundo)
– Na Roma antiga, havia as virgens vestais. O voto de uma delas durava 30 anos. A que fizesse sexo antes disso poderia ser presa. A pena era ser enterrada viva.

Pés pelas mãos
– Na Espanha do século XVII, ninguém – a não ser o marido – poderia ver os pés de uma mulher. Peitos, tudo bem, mas, os pés eram considerados lascivos e deveriam ser cobertos na presença de qualquer outro homem que não o marido.

Tolerância zero
– Também no Império Romano, os estupradores que cometiam o crime pela primeira vez tinham seus testículos esmagados entre duas pedras. Era um método bem efetivo de impedir a reincidência.

Pelamordedeus
– Nos primórdios do cristianismo, a igreja proibia que se fizesse sexo às quartas, sextas e domingos. Por quê? Porque sim.

Só mudar o grito
– Uma prostituta francesa, no século XVIII, podia ser poupada de punições se tivesse intenção de se juntar à ópera.

É fogo, viu!
– Na antiga cidade de Pompéia, não se podia tingir o cabelo nas cores vermelho, azul ou amarelo. Essas cores indicavam que a cidadã poderia ser uma meretriz. Moças de família poderiam ficar queimadas na sociedade se tingissem o cabelo nessas cores. No fim, como se sabe, acabou todo mundo queimado, independente da cor do cabelo.

Sem meter o nariz onde não é chamado
– O Egito antigo é pioneiro nas leis punitivas para crimes sexuais. Seis mil anos atrás, um homem acusado de estupro era castrado. No caso de mulher adúltera, arrancava-se o nariz dela.

fonte: R7

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