Post pago e transparência: casamento possível?

O advento e a rápida disseminação do uso das mídias sociais como uma forma de promover marcas trouxeram um enorme desafio não apenas para as agências e anunciantes, mas também para os órgãos regulatórios da publicidade.

Se por um lado o consumidor ganhou muito com a possibilidade de colocar a boca no trombone quando está insatisfeito com o atendimento de uma empresa ou com a qualidade de um produto, por outro corre também um grande risco de ser enganado pela opinião positiva de outro consumidor que escreveu um post favorável no seu blog, Twitter ou Facebook.

E não é pequena a influência que a recomendação positiva ou negativa de um consumidor, conhecido ou não, pode ter sobre a decisão de compra, principalmente com o avanço do e-commerce e a possibilidade de optar por fechar negócio com um concorrente com um simples clique no mouse.

Uma pesquisa do Nielsen concluiu que 90% dos consumidores online acreditam em recomendações feitas por pessoas que conhecem e, mais ainda, que 70% acreditam nas opiniões compartilhadas na web.

Atenta a essa tendência irreversível, a Federal Trade Comission (FTC), que regula o comércio americano, decidiu revisar as regras estabelecidas para endossos ou testemunhos em publicidade. A partir de 1º de dezembro próximo, blogueiros americanos que escreverem sobre produtos deverão revelar qualquer vínculo que tenham com anunciantes, seja através do recebimento de produtos gratuitamente ou de pagamento em espécie, sob pena de multas que podem chegar a US$ 11 mil por post. Leia +.

Marcelo Tripoli, no Propaganda & Marketing.

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