Marcha soldado, cabeça de papel (12)

Mais de 1 milhão de pessoas participaram nesta segunda-feira da 17ª edição da Marcha para Jesus, em São Paulo, segundo balanço da Polícia Militar. Mais cedo, a PM havia informado que 3 milhões de pessoas estiveram no evento, que aconteceu das 10h às 20h na zona norte da cidade. A organização fala em um público de 6 milhões.

Esta foi a primeira edição do evento realizada após a volta do casal Estevam Hernandes e sua mulher, a bispa Sônia Hernandes, fundadores da Renascer, dos Estados Unidos, onde cumpriram pena pelos crimes de contrabando de dinheiro e conspiração para contrabando de dinheiro.

O evento ocorre também pela primeira vez após o teto da sede da igreja Renascer desabar, em janeiro deste ano, no centro de São Paulo.

A marcha reúne diversas igrejas evangélicas de várias denominações. O evento acontece anualmente em diversas cidades do mundo, sendo que a de São Paulo é uma das maiores. O objetivo da marcha é expressar a comunhão dos cristãos e também da fé em Jesus Cristo.

A caminhada começou por volta das 10h, na avenida Tiradentes, na zona norte, com a participação de 250 mil pessoas. Os fiéis seguiram pela avenida Santos Dumont, praça Campo de Bagatelle, e a caminhada terminou na praça dos Heróis da Força da Força Expedicionária Brasileira, onde foi montado um palco para a apresentação de diversas bandas.

Devido ao calor, pelo menos 88 pessoas passaram mal e foram atendidas no posto médico ao lado do palco mas já foram liberadas. Nenhuma ocorrência grave foi registrada pela PM.

Batismo e pedidos

Além das atrações artísticas, foram montadas duas piscinas para realizar batismos. Já em outro stand, os fiéis realizavam pedidos e fazer orações.

O bispo Rubens de Sá diz que a maior demanda refere-se a questões familiares ou de relacionamento. “É o casamento, é um problema com o irmão, com a namorada. Logo depois, são pedidos na área financeira ou profissional”.

Discriminação

O apóstolo Estevam Hernandes diz que a igreja evangélica no Brasil sofre discriminação e incompreensão. Após participar da Marcha para Jesus, em São Paulo, o apóstolo disse que os evangélicos devem marchar para derrubar os ‘gigantes da discriminação’.

“O maior gigante que a igreja brasileira tem de derrubar é o gigante da discriminação, da incompreensão e, principalmente, do estereótipo que lamentavelmente a sociedade como um todo crê naquilo que não é verdadeiro”, afirmou Estevam, em entrevista coletiva, após ser questionado sobre o tema do evento neste ano: “Marchando para derrubar gigantes”.

Na entrevista, Estevam fez questão de afirmar que responderia a perguntas somente sobre a marcha. Sônia não participou da coletiva.

Perguntado sobre as críticas que alguns evangélicos fizeram, durante a marcha, a emissoras de TV que divulgaram reportagens sobre às [sic] supostas irregularidades da igreja, Estevam disse que “não ouviu nada” e que os “gigantes da igreja são espirituais”.

fonte: Folha Online

Estevam tem razão. Os gigantes da igreja são espirituais. Já os anões manipuladores, caloteiros e conspurcadores da fé são carnais. Beeeem carnais.

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