É melhor ficar brocha do que louco

Quase um mês depois da tentativa de suicídio, Rafael Ilha apareceu na tevê e contou o drama que passou nos últimos dias. Ele foi entrevistado por Sônia Abrão, no programa A Tarde é Sua, da RedeTV!.

O ex-Polegar falou com a voz enrolada, por causa dos cortes na garganta, e pareceu com alguns quilos a mais. Ele comentou sobre o incidente no qual tentou se matar e ainda garantiu que quer, novamente, se reabilitar, deixando as drogas:

“Estava tão mal, que não queria sentir mais nada. Peguei um caco de vidro e, sem pensar duas vezes, enfiei no pescoço. Eu queria morrer! O golpe foi na jugular direta, o sangue jorrava. O meu desespero era tanto, que tirei a lâmina de um lado e enfiei no outro; levei mais de 40 pontos”.

Rafael justificou a loucura, dizendo que ficou muito perturbado por toda a situação pela qual passa:

“O problema da separação com a Fabiana (ex-mulher), divisão de bens e as discussões entre a minha mãe e Fabiana, estavam me sobrecarregando”.

Rafael ainda revelou os apelos de todos que presenciaram a cena, para que ele não se matasse:

“Minha família, vizinhança e os bombeiros me diziam para eu não fazer isso, pois não iria aguentar; minha cor já estava mudando e minha pressão estava muito baixa. Enquanto eu gritava: por favor, me poupem, eu não estou aguentando mais! Só parei de me cortar, quando lembrei do que a minha psicóloga me falou uma vez, que o meu filho precisava de mim. Isso foi muito importante”!

O cantor ainda disse que o fato de ser bipolar contribuiu bastante para que tentasse o suicídio, ainda mais porque havia interrompido o tratamento, pois o remédio implicava complicações sexuais:

“Sou bipolar, o que agrava a minha situação. Parei de tomar a medicação, pois ela interferia na parte sexual. Por isso não prossegui com o tratamento. Mas, depois do que passei, é melhor ficar brocha do que ficar louco!”, revelou.

Muito emocionado, o ex-Polegar citou várias vezes o nome do filho Cauã, de seis anos. Ele chorou várias vezes e disse que amava o pequeno mais do que tudo no mundo, e faria qualquer coisa para vê-lo feliz. Citou ainda que lembrar de seu filho está ajudando muito na sua recuperação.

Rafael confirmou também o fato de que queria virar morador de rua, quando recebeu alta do hospital.

“Não queria que ninguém me achasse, pois eu queria tudo de ruim pra mim. Fui pra rua todo desarrumado, sem documento algum”.

Ele ainda contou que foi o apoio de um policial evangélico, enquanto estava na delegacia, depois de ser encontrado em uma favela paulista, que o ajudou a se recuperar dessa fase difícil.

“Conheci um policial evangélico que me abriu os olhos, falou que Deus tinha um plano para mim. Isso foi me acalmando e comecei a me sentir mais seguro”.

fonte: O Fuxico

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