País da impunidade

Jovem é acusado de avançar sinal, atingir veículo e matar 4 pessoas

Quatro pessoas morreram e uma ficou gravemente ferida, ontem de manhã, após o carro em que elas estavam ser atingido por um veículo que, segundo testemunhas, avançou o sinal vermelho em alta velocidade num cruzamento de Curitiba.

O motorista suspeito de provocar o acidente, Eduardo Miguel Abib, 27, é filho de Abib Miguel, diretor-geral da Assembleia Legislativa do Paraná.

Ele foi preso em flagrante acusado de homicídio por dolo eventual (quando é assumido o risco de matar). Segundo o delegado Armando Braga de Moraes Neto, a suspeita é que Abib estava “sob influência de bebida alcoólica”. PMs registraram “fala desconexa” e olhos vermelhos. Ele se negou a fazer o teste do bafômetro. Testemunhas disseram que dirigia em “velocidade inadequada”. Segundo a polícia, o veículo -uma Mitsubishi Pajero- cruzou o sinal vermelho e atingiu um Citroën C3, que levava cinco ocupantes -com o impacto, dois deles foram arremessados.

Três passageiros morreram na hora e outro, a caminho do hospital. As vítimas, entre 18 e 39 anos, eram integrantes da Igreja Mundial do Poder de Deus e, ontem pela manhã, gravariam um programa de TV.

No veículo estavam dois casais de pastores e um cinegrafista. Apenas o pastor Felipe Pires, 26, que dirigia o carro atingido, sobreviveu. Com trauma no tórax, ele foi encaminhado ao Hospital Evangélico e não corre risco de morte. A mulher dele, Thayná Archangelo, 18, morreu no acidente.

Já Abib estava sozinho no automóvel e seria ouvido pelo delegado ainda ontem. Na delegacia, ninguém soube informar quem eram os advogados do rapaz.

fonte: Folha de S.Paulo

“Quero o deputado Carli Filho fora das ruas, senão ele vai matar de novo”, disse a pastora Christiane Yared, após o filho ser morto num acidente 3 dias antes do Dia das Mães.

Numa triste repetição na capital paranaense, ambos os casos misturam fihos de gente ligada à política, álcool, alta velocidade e a morte de evangélicos que cruzaram o caminho dos caras.

No entanto, os pais do rapaz mamado podem ficar tranquilos. Um juiz paranaense acatou pedido da defesa de Carli Filho e desconsiderou o resultado do exame de dosagem alcoólica feito em amostra de sangue retirada quando ele estava hospitalizado. Afinal, o exame foi realizado sem oconsentimento do ex-deputado.

Ao digitar o desabafo, é a minha vez de ficar c/ os olhos vernelhos e a fala desconexa… por conta dos palavrões… Tão inúteis qto a esperança cada vez menos equilibrista, aliás.

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