Ele chora, pula e, no fim, dá certo

Lula: uma mistura de Carlitos e Sancho Pança que faz o que quer e finge fazer o que não quer

Ele não traiu o destino, não mesmo. Quem traiu o destino foi Severino Cavalcanti, que devia ser relojoeiro, montou praça em São Paulo, se arrependeu, destratou a sorte, terminou presidente do Congresso Nacional, debaixo de chuvas e trovoadas. Quem mandou? Luiz Inácio Lula da Silva, ao contrário, não só aceitou o chamado do destino como fez pacto com a sorte. Dois atributos que todo líder político deve ter, senão, de conforme com expressão usada por ele mesmo em relação à economia no Brasil, “sifu”. Às vezes exagera. Mas tudo se explica, num passe de mágico, pelo que consideram espontaneidade. Essa espontaneidade que o leva a pronunciar palavrões em público, palavras chulas, vulgares, violentas. Ou que entra numa casa, no Piauí, para carregar nos braços uma criança que chora com a invasão das águas. É intensamente contraditório.

Mesmo assim, qual seria a melhor imagem para defini-lo? A de um presidente da República chorando e pulando, feito menino alegre, diante das câmeras de televisão de todo o mundo, só porque o Rio de Janeiro seria a sede dos Jogos Olímpicos de 2016? Ou aquela outra, a de um homem bravo, enfrentando políticos, e até mesmo colocando em risco os votos, para dizer que vai tirar o povo brasileiro da m…? Não importando sequer os partidos políticos, o PSDB, confundindo o PFL com o DEM, faz tempo mudou de nome, num conflito de causar espanto a fantasmas na meia-noite? Leia +.

Raimundo Carrero, em O Estado de S.Paulo.
ilustração: Paulo Brabo

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