A dura vida dos intérpretes do além

De intermediários entre deuses e homens, os detentores do pensamento mágico passaram a interlocutores do demônio, dignos de arder em fogueiras. O Iluminismo devolveu algum juízo aos homens, mas a violência de fundo religioso nunca cessou

A Inquisição ficou para trás, mas não a caça às bruxas. Há quem diga que a perseguição àqueles que de algum modo são diferentes – e, por isso, associados a fenômenos diabólicos – faz ainda mais vítimas que o total registrado nos séculos XVI e XVII, de forte repressão na Europa.

Calcula-se que a política de extermínio de feiticeiros nos tempos da Inquisição tenha matado 50 mil pessoas ao longo dos séculos em que vigorou naquele continente. E hoje? Ninguém sabe ao certo, mas o princípio da matança é o mesmo: fazer de alguns indivíduos bodes expiatórios de problemas de uma sociedade ou comunidade. E a justificativa também não difere muito, já que sempre há quem defina o assassinato como um desígnio de forças do além.

Em 2007, a Conferência Internacional sobre Feitiçaria, na cidade de Vardo, Noruega, organizada por universidades dos Estados Unidos e da Escandinávia, alertava para esse fato. O lugarejo foi escolhido por ter um histórico de violenta perseguição a mulheres no século XVII – 80 foram queimadas vivas, acusadas de manter encontros com o demônio em uma montanha.

Os participantes do encontro apresentaram dados segundo os quais houve nos últimos 50 anos um recrudescimento da perseguição a supostos feiticeiros e feiticeiras, sobretudo em países da África, México, Índia, Indonésia e Malásia. As vítimas são em geral mulheres e crianças, e há casos de doentes e deficientes. Leia +.

fonte: História Viva
dica do Chicco Sal

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