Prenda a minha (8)

O gaúcho chega a uma churrascaria em São Paulo, senta e, indignado, chama o garçom:

– Mas bah! Na minha terra ñ tem história de cardápio. A gente escolhe a carne cheirando a faca do assador!

O garçom deu um sorriso irônico, mas ñ queria perder o cliente e o atendeu a caráter.

O garçom dirigiu-se ao assador, pegou sua faca q tinha acabado de cortar um cupim e levou-a ao gaúcho. O gaúcho pegou a faca, colocou-a em frente do nariz e exclamou:

– Mas bah! Esse cupim tá maravilhoso, me traz um pedaço!

O garçom, assustado, serviu o gaúcho e, logo após, buscou a faca utilizada no corte da costela e entregou-a ao gaúcho e o mesmo exclamou:

– Mas bah! Essa costela tá no ponto pode trazer agora mesmo!

Desta vez, pegou a faca que acabara de cortar uma coxa de galinha e levou-a ao gaúcho que cheirou e disse:

– Traga-me um bom pedaço dessa galinha saborosa!

O garçom, já puto da vida e de saco cheio com a esnobação do gaúcho buscou uma faca e disse para o cozinheiro:

– Valdir passa a mão no seu bilau e depois a esfregue com vontade nesta faca.

Ordem cumprida, o Valdir devolve a faca ao garçom que a entrega para o gaúcho. Ele, colocando-a na frente de seu nariz, cheirou-a profundamente, deu um longo suspiro e disse:

– Mas bah tchê! Esse mundo é pequeno mesmo… O Valdir trabalha aqui?

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