Ambulantes matinais adoçam muito o café, mas amargam com fiscais da prefeitura

Quem pode toma brunch com brownie e sucrilhos, ganha cesta da manhã com croissant e frutas, acorda com uma bandejinha na cama com ovos mexidos e mamão com granola, faz seu desjejum de hotel com serviço continental, encara um buffet de padaria cheio de pães e geleias ou passa no Starbucks e pega um caramel macchiato e um cinnamon roll.

Quem não pode toma de pé café em copo descartável de plástico acompanhado de bolo massudo na frente de um bueiro, ao som das freadas dos ônibus urbanos, com o adicional que os fiscais da prefeitura podem aparecer e as vendedoras ambulantes dispararem em retirada.

Mas em um quesito o café da manhã nas barracas de camelô é imbatível: o preço. O combo de café e bolo vale R$ 1 – pode sair R$ 1,50 se o ponto for na movimentada avenida Paulista.

“O pessoal gosta porque é mais rápido e barato. E eles gostam do meu saborzinho”, fala Rita Cruz, que foi babá, faxineira e balconista e que há dois anos monta seu tabuleiro na avenida Brigadeiro Faria Lima, no paulistano bairro de Pinheiros.

Apressado no meio da reportagem, experimento seus quitutes. O líquido fervendo e melado bate no primeiro molar e me lembra que tenho de passar no dentista. “Em casa, uso menos açúcar. Mas aqui os clientes pedem bem doce. Tive que colocar açúcar até no chocolate, que já é açucarado. Quem está de dieta não para por aqui”, resume Rita, que serve 50 pessoas todo amanhecer, entre as 5h e 9h para depois voltar para casa e fornear mais bolos para a aurora seguinte. Leia +.

Rodrigo Bertolotto, no UOL.

vale a pena conferir o vídeo.

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