O carioca Lobão acha o rumo em São Paulo

Músico desdenha belezas naturais do Rio e melhora sua produtividade na Paulicéia

Para muitos cariocas que valorizam a beleza natural do Rio de Janeiro, o amontoado de prédios de São Paulo chega a assustar e até mesmo desorientar os acostumados a ter o mar como referência.

Para o carioca João Luiz Woerdenbag, o Lobão, viver longe das praias do Rio é um alento. “Acho que essa overdose de beleza natural ‘babaquiza’ e tira qualquer visão crítica. A Praia de Ipanema é linda, mas também é muito suja, onde você pisa em cocô de gente. O substrato da cultura carioca é aplaudir a beleza natural, um tipo de neo-narcisismo. Mas, enquanto o cara está aplaudindo o pôr-do-sol no Rio, eu já fiz cinco músicas aqui em São Paulo”, diz.

Aos 52 anos, dois deles morando em São Paulo, o roqueiro solta uma das muitas frases que em pouco mais de uma hora de entrevista revelam os motivos que o fizeram cair de amores pela cidade.

A conversa começa às 21 horas numa padaria barulhenta ao lado da MTV, onde trabalha. Lobão chega a pé, cumprimenta os garçons, encontra três grupos diferentes de amigos, jovens tatuados que trabalham na emissora. Está claramente em sua praia.

Demorou quatro minutos para percorrer o trajeto partindo da casa onde vive com a mulher, Regina, em uma rua sem saída e silenciosa do Sumaré, na zona oeste, onde os dois acordam ao som do canto de passarinhos.

No sobrado, montou um estúdio, onde pode exercitar-se tocando bateria duas horas por dia, o que o ajuda a ficar sarado. Como mora perto da MTV, onde apresenta os programas Debate e Lobotomia, quase não sofre com os congestionamentos da metrópole. Leia +.

fonte: Estadão
dica do Chicco Sal

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