Direito de nascer livre

Mia volta à ativa com uma música incômoda de mensagem simples, mas “Born Free” já é uma das coisas mais importantes de 2010 só por causa desse vídeo dirigido pelo Romain Gavras (filho do Costa-Gavras), que já tinha dirigido o polêmico “Stress” para o Justice. Se liga:

Mas não há mera polêmica aqui. Sob um verniz quase didático de publicidade-choque Benetton há uma série de paralelos desagradáveis sobre o mundo que vivemos hoje em dia. Não é só o regime militar que maltrata a vida de gente por etnia nem uma Swat americana que faz às vezes de SS ao mesmo tempo que de exército israelense ou polícia de terceiro mundo, com crianças terroristas que poderiam ser palestinas, brasileiras ou irlandesas. É também uma tentativa de fazer a cultura pop voltar a ser crítica, política, militante – e desagradável. Em nove minutos Mia e Romain pulverizam a importância de “Telephone” de Lady Gaga, tornam todo o cinema político do século 21 obsoleto e destratam todo entretenimento cultural como coluna social.

Fonte: Trabalho Sujo

Talvez você não goste da música, ou ache o vídeo desagradável. Mas é inegável que já fez história. No primeiro dia de divulgação (27/04) foi retirado do ar pelo Youtube e recebeu mais de 500 mil acessos no Vimeo. A história do vídeo faz uma alegoria ao preconceito (no caso, os ruivos são o alvo) e revela um pouco da história da cantora cingalesa, que cresceu em meio a hostilidade racial e política.

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