O império de (P)Edir Macedo (90)

Eu e o R7: um esclarecimento

Estou longe de ser um sujeito importante e, portanto, não é meu propósito “esclarecer à sociedade” coisa alguma. Mas, como meus amigos sempre dão uma espiada neste blogue, acho bacana esclarecer algumas coisas a eles sobre minha última experiência profissional.

Passei seis meses no Portal R7, da Rede Record, período no qual participei daquele que pode ser chamado de “um tortuoso lançamento”. Sempre torci e, mesmo após minha saída, continuo torcendo pelo sucesso do portal. Lá eu convivi com amigos antigos, alguns dos quais estreitei amizade, e fiz realmente outras tantas. Torço pelo portal porque torço por eles e disso eu não abro mão. Nunca duvidem disso.

No entanto, desprezo a concepção jeca tatu de administrar uma empresa de comunicação e de gerenciar pessoas que a Rede Record mantém na Barra Funda.

Há um cinismo soviético no discurso de que a empresa está no mesmo nível ou perto da Globo, e sem dúvida os pastores que tocam o barco da empresa têm a neopentecostal crença de que o dinheiro compra tudo e só ele é o bastante para o sucesso. Acreditaram que bastaria investir não sei quantos milhões de reais de fiéis para colocar no ar um portal em três meses e que, com isso, com mais três meses no ar, fazer dele o líder em audiência de notícias no país. É de uma ingenuidade padrão Família Buscapé: não é porque você achou petróleo no fundo do quintal que você vai se tornar um quatrocentão da noite pro dia.

Os descaminhos dos chefões da empresa fizeram com que ótimos profissionais ficassem distantes das decisões do portal depois do lançamento. É o que acontece em qualquer ambiente de trabalho problemático.

No mais, o lado positivo disso é que, hoje, guardo uma infinidade de anedotas que, por conta da distância temporal, rendem longas risadas no bar. Porque no fundo é isso que importa: viver bem, encontrar os amigos e saber tirar o humor dessa vida cumprida a sol.

É isso.

Fernando Vives, no Sorry Periferia.

entre outros lances, já publiquei s/ fiéis da igreja que monitoram e-mails e telefonemas dos funcionários do Grupo Record. No início do ano, um programa dominical sempre usado p/ matérias encomendadas mostrou números distorcidos p/ afirmar o “sucesso” do R7.

felizmente, por + que tentem ñ conseguirão repetir nas empresas o modus faciendi empregado nas franquias da fé. contrariando a máxima de goebbels, repetir mentiras apenas aumentará o descrédito.

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