Santos ou nada!

Não vou me estender muito sobre a questão daquele padre da Canção Nova, que foi detido numa estrada do Paraná por embriaguez e atos libidinosos. Veja a notícia aqui. A única coisa que digo é que ele é digno de pena, já que não teve força suficiente para vencer a tentação, e espero que se arrependa da grande mancada que cometeu. Só.

Já em relação à Canção Nova, infelizmente eu não posso deixar de comentar, é de uma desonestidade tremenda essa empresa ter apagado todos os escritos do padre depois do ocorrido, como se isso fosse livrá-la de alguma responsabilidade. É claro que se o padre fez aquelas coisas horrorosas, não foi culpa da organização carismática, mas o ato de ela apagar todos os textos dele foi de um farisaísmo imperdoável.

Fariseus! Hipócritas! É isso que aqueles santarrões da Canção Morna são! Arrotam linguagens indecifráveis, se pavoneiam de dons sobrenaturais, repetem à exaustão bordõezinhos ridículos como “PHN”, “Ser Canção Nova é bom demais” ou “Revolução Jesus”, mas são incapazes de aceitar que até quem é adepto dessa seita ordinária é tão pecador quanto qualquer um.

Enquanto o cara de batina não externava suas preferências, tudo bem, ele continua com os textos publicados, afinal, ele é “renovado”. Mas se ele, como diz aquele outro padre-galã, é “humano demais” e cai em pecado, e pecado grave como o que foi cometido, então a Canção Morna se dá o direito de apagar todas as publicações do dito cujo? Isso é “santidade de vida”, Mons. Jonas? Essa desonestidade e hipocrisia? Com esse ato infeliz, a Canção Morna mostra que é só um clubinho fechado, uma seita hermética, uma sociedade secreta, onde a fé é irracional, pautada em emoções e, como o próprio Mons. Jonas disse, em “sensações gostosas”.

Querem “sensações gostosas”, abibistas? Vão trabalhar! Aí vocês terão uma sensação gostosa no fim do mês, quando sair o seu suado dinheirinho, pois falar de santidade quando se está na “maré mansa” é fácil, já que existe um exército de sectários que dá até o ouro para a dita “obra”. Vão ter sensações gostosas lá naquelas terras onde os nossos irmãos são perseguidos, cambada de protestantes mal-resolvidos!

Evandro Monteiro, no blog O Cruzado Missionário.

A informação foi verificada e até esta manhã os textos continuam deletados. O Google mantém em seu sistema de busca a cópia dos textos apagados (que pode ser lido aqui). Mesmo dizendo publicamente que perdoou o padre, preferiu retirá-lo do site. O mais emblemático dos textos talvez seja um, intitulado “Santos ou nada”, em que o próprio padre escreve:

“Por melhor que seja uma pessoa, sempre tem algo para melhorar. É preciso ter fé e coragem para ser santo. Ser santo significa ser de Deus e caminhar com Deus. Quem não caminha com Deus e quem não pertence a Deus, não é nada. Por isso, ou Santo ou nada! Oxalá, consigamos optar pelo convite que o Senhor nos faz à santidade. Que fique no nosso coração este desejo: “Eu quero ser santo”!”

A opção da Canção Nova é como a de muitas instituições religiosas: neste caso, quando alguém mostra que não é santo, fica com o nada!

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