Home based II

Francisco A. Madia

“O homem apega-se ao transitório e negligencia o eterno.” Corão, 75.30

Retornamos ao tema dois meses depois. Adotar o home based por uma questão exclusivamente de economia é uma visão burra. Deve-se adotar o home based – e deve-se – por ser uma solução mais eficaz: as pessoas produzem mais e melhor. Pura e simplesmente porque poupam cargas substanciais de energia, sensibilidade, inteligência e simpatia, para o uso no trabalho, ao invés de vazarem boa parte dessas componentes no trajeto exaustivo entre casa/trabalho/casa.

A adesão ao home based, através dos home offices, cresce a cada novo dia. Claro, num primeiro momento, as empresas priorizam todas aquelas funções que por suas características podem ser desempenhadas de casa, à distância, e com eventuais passagens pela administração central.

Ainda que para rever os amigos, bater um papo, ou tomar conhecimento de novos projetos. Mas, gradativamente, com raríssimas exceções, todas as funções da sociedade de serviços migrarão para a solução home based.

As matérias sobre o assunto vão se sucedendo nas mídias genéricas e especializadas. Recentemente, Fernando Scheller foi atrás do assunto para o Estadão, e trouxe vários exemplos emblemáticos sobre a adesão crescente a essa forma de trabalho.

Segundo Fernando, “a gerente de recursos humanos da Ericsson, Cintia Ozzetti, é uma profissional de grande corporação que trabalha ao menos parte do tempo de sua casa. Mãe de trigêmeas de oito anos, todas as terças-feiras almoça com a família, leva as crianças para a escola e faz pequenas tarefas domésticas. Com as ferramentas de home office – laptop e celular oferecidos pela empresa –, resolve questões corporativas da sala de sua casa, enquanto as filhas fazem as lições de casa”.

Fernando fala também sobre a Ticket, “empresa do setor de benefícios empresariais, que terceirizou 100% da força de vendas. Hoje, os 110 vendedores da empresa trabalham de casa, com autonomia total: agendam visitas, marcam apresentações e definem o próprio fluxo do trabalho, mantendo a empresa informada por telefone ou e-mail”.

Segundo o superintendente de vendas da empresa, a aprovação ao novo modelo é superior a 90%. E no depoimento dos vendedores da Ticket, muito rapidamente aprenderam a melhor maneira de otimizar o tempo trabalhando, agora, a partir de suas casas: “o resultado comercial é muito melhor, o tempo todo está alocado em atividades produtivas”.

Está mais que na hora de todas as empresas, ao menos, começarem a considerar essa possibilidade, a falar sobre o assunto. Como “piloto de provas”, muitas empresas que agora se preparam para aderir ao home based tomam como ponto de partida, e claro, desde que possível pelas características do trabalho, o dia de rodízio do automóvel do colaborador. E nesse dia, estimulam o colaborador a se organizar para fazer tudo de casa, sem precisar comparecer à empresa.

Sua empresa já considera o home based?

fonte: Propaganda & Marketing

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