É lógico que eu não sou ateu…

Isa Medeiros

Praticamente desde que iniciei este blog tenho me denominado um “livre pensador cristão”, ou, para ser mais específico, um “livre pensador com tendência cristã”. Até porque o simples termo “cristão” não é suficiente para determinar o exato conjunto de crenças de uma determinada pessoa.

Como expliquei em meu texto anterior, a expressão se refere à uma pessoa livre de dogmas, mas que reconhece a existência de uma Força Superior que criou o Universo conhecido e que o sustenta.

O que eu entendo da idéia de “Universo vindo do nada”

Isto seria dizer que não existe uma Força Criadora dotada de natureza e inteligência (razão/lógica) diferente e superior à nossa e que gerou o Universo conhecido. A esta força, normalmente é dado o nome genérico de “deus” ou, para os cristãos, “Deus”.

Pra mim não importa o nome que se dá à Ela, muito menos se ele/ela é “feminina” ou “masculina”. O que vem realmente ao caso é que ela existe. É ilógico crer que não seja assim.

Se eu pegar uma pedra na minha mão e mostrá-la a alguém, eu não vou precisar “provar que aquela pedra existe”, pois ela é visível e palpável. Assim é com o Universo. Se a pedra em questão é obviamente real, alguém precisa tê-la feito. Logo, é irracional dizer: “esta pedra se formou sozinha”.

Muito mais difícil do que provar que ela foi criada por alguém (mesmo que eu não conheça esse “alguém”), é demonstrar que ela não teve um criador, pois, assim sendo, ela não existira, inobstante todas as evidências em contrário…

Agora, a origem desse criador, ou desse “deus que criou a pedra” é uma coisa completamente diferente. Que ele existe, é humanamente inquestionável pela nossa própria razão. Eu não preciso provar a origem ou a natureza desse criador para então provar que ele existe. As suas obras escandalosamente denunciam a sua presença.

Nesse ponto entra a – não sei até que ponto – “minha” idéia de que existem outras lógicas (não-humanas) através das quais o indecifrável mistério da existência (ou pré-existência) de “Deus” seria tão facilmente explicável quanto 1+1 costuma dar 2 na matemática que nós criamos.

Rejeitar o “Deus” dos cristãos (seja Javé ou Jesus Cristo, ou a Santíssima Trindade) é uma coisa; e penso que seja razoável descrer de muito do que se fala dele(s). Outra, completamente diferente, é negar qualquer possibilidade de que uma Força Criadora tenha gerado o Universo conhecido e o mantenha em funcionamento. Isso, na minha modesta opinião demonstra absoluta falta de bom senso e de raciocínio lógico.

Se o deus é “imaginário”, o Universo também precisa necessariamente sê-lo, pois, assim como o nosso cérebro não sabe “ler” a informação “Deus surgiu do nada”, ele também não consegue decodificar a mensagem “o Universo existe, mas ninguém o criou”.

Para ser razoável, ou deve-se considerar que o Universo não existe, pois “ninguém o criou”, ou então se deve admitir que, mesmo sendo IM-PROVÁVEL (literalmente, “não possível de ser provado cientificamente”), tanto o “Deus” (chame como desejar) quanto o Universo conhecido são reais, apesar de ambos serem inexplicáveis de acordo com a lógica humana.

E não me venham falar de “Big Bang”, porque ele é apenas uma teoria, e não um fato científico (embora ambos não sejam certezas infalíveis).

fonte: Um pouco além do óbvio

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