Marina compara orientação de votos de igrejas com CUT

Segundo a candidata à presidência, Marina Silva (PV), as religiões podem orientar os votos das pessoas   Foto: Ricardo  Matsukawa/Terra

A candidata a presidência da República pelo PV, Marina Silva, comparou nesta segunda-feira (26), durante sabatina promovida pelo portal Terra, a possível orientação dos votos exercidos pelas entidades religosas com as feitas por demais órgãos e braços da socidade civil, citando semelhanças entre influência das igrejas com as entidades sindicais e, em especial, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), que expôs sua identificação com a candidata petista Dilma Rousseff. A ex-ministra também refutou a possibilidade de haver “encaminhamento de votos” na Assembleia de Deus – igreja evangélica da qual faz parte.

“A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) não influencia os votos? A CUT (Central Única dos Trabalhadores) não influencia os votos? Os jornalistas não influenciam os votos?”, disse a candidata verde que criticou a “exigência” de que as religiões sejam “folhas em branco”.

A ex-ministra também explicou que não vê problema na possibilidade de haver uma divisão na orientação de votos da igreja evangélica Assembleia de Deus entre o apoiar sua candidatura e a da adversária petista Dilma Rousseff. O pastor Manoel Ferreira, que segundo a candidata representa cerca de 25% dos fiéis da entidade religiosa, declarou voto em Dilma.

“Por acaso não é importante todo o trabalho que a igreja faz? Então, por que ela tem que ser isenta?”, indagou a candidata do PV.

Rafael Nardini, no Terra.
foto: Ricardo Matsukawa

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