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Max Gehringer

Faço todos os trabalhos de marketing na empresa em que atuo, que tem porte médio. Mas em minha carteira profissional fui registrado como assistente administrativo. Quero me candidatar a vagas mais ambiciosas em marketing, mas não tenho como comprovar minha experiência. Qual é a melhor maneira de esclarecer isso em meu currículo?
Coloque o nome da função de fato. Minha sugestão seria: gestor de marketing. Em seu caso, gestor é uma palavra recomendável porque ela situaria sua função em qualquer lugar do organograma. Se você usar termos mais tradicionais, como “gerente” ou “encarregado”, alguém de sua atual empresa poderia dizer que isso não é verdade, se fosse consultado por um potencial empregador. Em seguida, faça uma breve descrição das tarefas que você vem desempenhando. Ao final, escreva: “Por decisão da empresa, fui e continuo registrado como assistente administrativo, embora nunca tenha exercido essa função”.

Trabalhava havia oito anos em uma boa empresa e aceitei um convite para ganhar 50% a mais numa companhia que estava se instalando no Brasil. Depois de seis meses, fui dispensado. Estou perdido e não sei o que aconteceu.
Uma empresa nova e sem nenhuma referência só consegue admitir funcionários qualificados se oferecer salários acima da média do mercado. Mas a nova empresa sabe que esse custo adicional não é para sempre. Assim que ela absorve os conhecimentos dos que foram contratados e cria uma carteira de clientes, as atenções se voltam para os custos. A recomendação é que os admitidos solicitem um contrato de trabalho por um prazo mínimo de dois anos. Se a empresa não concordar com isso, é um indicativo de que a mudança é uma fria.

As grandes empresas que trabalham com tecnologia da informação vêm recrutando estagiários com conhecimentos básicos de informática. Eles recebem treinamentos e são efetivados com bons salários. Como ficam os profissionais que se dedicaram a uma graduação na área?
No Brasil, ou existe uma lei que obrigue a contratação de profissionais com determinada formação, ou as empresas são livres para escolher o processo de admissão e treinamento que considerem mais apropriado. Há leis que regulam o exercício do Direito, da medicina, da contabilidade. Sem regulamentação pode haver discussão, mas não há obrigação.

Meu diretor me criticou por eu ser exigente demais com meus subordinados. Venho de empresas em que isso era considerado mérito, não deficiência.
Concordo com sua afirmação e com a crítica de seu diretor. Cada empresa tem sua própria cultura. Os mais bem adaptados sobrevivem mais e melhor, independentemente do sucesso que tenham conseguido em culturas diferentes. Se você não foi expressamente contratado para mudar a cultura da atual empresa, está implícito que você deve se adequar a ela, e não o contrário.

fonte: Época

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