Um brasileiro no MoMA

Francisco A. Madia

“Design é a forma simples de expressar o complicado.”  Jean Cocteau

Se algum remédio, algum dia, mereceu a expressão “santo remédio!”, esse é o Ácido Acetilsalicílico, hoje, 111 anos depois, mais conhecido como Aspirina. Em 1828 o farmacêutico francês Neri Leroux e o químico italiano Raffaele Piria conseguiram isolar o ácido salicílico no formato cristalino. Em 1897 a Bayer juntou o salicílico com acetato e deu origem ao santo remédio. Hoje, na opinião unânime da comunidade médica e de todos os pacientes, o único erro da Aspirina é o preço. Se custasse mais caro seria infinitamente mais valorizado.

Assim como a Aspirina, o copo americano da Nadir Figueiredo teve origem simples, mas ambição desmedida. Converter-se no copo dos copos. E chegou lá! Se alguém, algum dia, imaginou a possibilidade de existir um copo perfeito esse copo existe e foi batizado de americano. Desde o ano passado integra o acervo do MOMA – Museu de Arte Moderna – de Nova York, e seus admiradores reúnem-se diariamente através de 14 comunidades no Orkut. Essa verdadeira aspirina – eficaz, simples, resistente, de baixo custo –, no entendimento da coordenadora do curso de pós-gradução em design estratégico da ESPM, Ellen Kiss, chegou ao sucesso, glória e reconhecimento pela simples razão de “ser única”.

Mas tão ou mais importante que estar ao lado de Degas, Picasso, Modigliani, Braque, Monet e Chagall no Moma, o americano é o preferido – por unanimidade – por todos os cafés e padarias de todas as esquinas do Brasil, para se tomar do café/pingado da manhã, tarde e noite, à cerveja. Segundo os especialistas, e por seu formato e medida, o copo dos sonhos de todos os bebedores de cervejas.

Quando Nadir Figueiredo decidiu produzir copos de vidro no Brasil, inspirou-se em modelos antes só produzidos nos Estados Unidos, e daí, copo no estilo americano, copo americano.

Em vidro, ascendente no formato, faixas elegantes e discretas em toda a circunferência, também está presente nos lares, com seus 190 ml. Utilizado, além da cerveja e do café, como medida de receitas para bolos, macarrão instantâneo, e até mesmo para a dosagem do sabão em pó a ser colocado nas máquinas de lavar.

Em Belo Horizonte consagrou-se como o copo lagoinha. Por ser usado por 10 em cada 10 bebedores do bairro boêmio da cidade, o Bairro Lagoinha. Já no atacado e nos comerciantes de copo, é conhecido simplesmente como “copo” – com absoluta e total razão –, porque ele é, de verdade, o copo, como também pelo seu código de referência nas planilhas da Nadir Figueiredo: “2010”.

Em 2010, coberto de razões e merecimentos, o “2010”, “O Copo”, coloca-se ao lado da Aspirina, do Cristo Redentor, da Estátua da Liberdade, do Canivete Suíço, do Zippo, da Levis, do iPod, da Bic, do Tic Tac, do Chrysler Building e de muitos ícones da sociedade de consumo e do mundo moderno. Na galeria das referências. Em lugar de destaque.

fonte: Propaganda & Marketing

Comentários

Este QR-Code permite acessar o artigo pelo celular. QR Code for Um brasileiro no MoMA

Deixe o seu comentário