Você traiu o movimento ateísta, véio!

Juliana Dacoregio

Então, pessoas!
Deus está morto.
Nietzsche está morto.
E eu também não estava me sentindo muito bem…

De “modus” que:

comecei a deixar que me levassem aonde quisessem (não, não pra casa de tolerância, tô falando de um lance “espiritual” gente tarada!). Não vou contar os detalhes porque podem pôr olho gordo. Brinks, só não tô a fim mesmo de relatar minhas experiências metafísicas, por enquanto. O negócio é que até bênção de Bispo eu ganhei. Tá, foi uma bênção rapidinha, achei que ser abençoada por um Bispo fosse algo mais impactante, que eu fosse cair no chão e falar em línguas estranhas (ah, confundi, quem faz isso é o Benny Hinn).

Mas, sabe de uma coisa? Continuo não acreditando em Deus, mas agora digo “Amém” quando me desejam coisas boas e acredito na fé alheia. Já falei sobre isso em outro post, creio que tenho fé na fé.

E nem por isso George Orwell, Aldous Huxley, Bertrand Russel, Clarice Lispector, Fernando Pessoa deixaram de ser geniais. Não parei de ser uma diletante admiradora de filosofia e continuo me encantando e me identificando horrores com O Lobo da Estepe (@g_roesler te dedico). Não deixei de venerar meus sagrados Beatles, nem de cantar a parte do “Belzebu” em Bohemian Rhapsody. Mas também não esconjuro três vezes se alguém me aparece cantando música de igreja. E, confesso, acho lindo a parte do “Cordeiro de Deus” na missa e o “não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo”. E agora?

Agora nada. Não estranhem se me virem comungando por aí, cantando Diante do Trono, tomando passe, citando Richard Dawkins ou lendo O Bule Voador (estranhem se eu estiver fazendo tudo isso ao mesmo tempo; aí sim estranhem; estranhem muito; estranhem com força e liguem pro meu psiquiatra).

Não foi Sidartha Gautama que disse “se as cordas do violão estão muito apertadas, elas arrebentam, mas se estiverem muito frouxas, é impossível tocar”? Não, foi o pai dele.

Pois é, acho que estou afinando meu violão. Vai saber…

De Imagens Heresia Loira

“Pensamos, às vezes, que não restou um só dragão.

Não há mais qualquer bravo cavaleiro, nem uma única princesa a passear por florestas encantadas.

Pensamos, às vezes, que a nossa era está além das fronteiras, além das aventuras. Que o destino já passou do horizonte e se foi para sempre.

É um prazer estar enganado.

Princesas e cavaleiros, encantamentos e dragões, mistério e aventura… não existem apenas aqui e agora, mas também continuam a ser tudo o que já existiu nesse mundo.

Em nosso século, só mudaram de roupagem. As aparências se tornaram tão insidiosas que as princesas e cavaleiros podem se esconder uns dos outros, podem se esconder até de si mesmos.

Contudo, os mestres da realidade ainda nos encontram, em sonhos,
para nos dizerem que nunca perdemos o escudo de que precisamos contra os dragões; que uma descarga de fogo azul nos envolve agora, a fim de que possamos mudar o mundo como desejarmos.

A intuição sussurra a verdade!
Não somos poeira, somos magia!”

(Richard Bach)

fonte: Heresia Loira

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