Desabafo de um vivente

Natã Madeira

Por você, construí amizades que só hoje percebo que foram meramente igrejistas; não resistiram ao tempo e ao espaço; relacionamentos que garantiram-me noites de sorrisos, e abraços confortantes, mas tudo foi muito passageiro, simplesmente acabou.

Abandonei o seu deus – seu fundamento; seu céu – seu maior objetivo; e sua vida – sua maior morte. Diferentemente de você, não sou mais o dono da verdade, ela resume-se a uma pessoa, isto é, a Jesus de Nazaré, e o que passar disso é invencionice de suas teologizações sistematizadas.

Antes que algum de seus filhos me acusem de cuspir no prato que comi, quero garantir-lhe que como, desde o ventre de minha mãe, nos pratos de uma mesa maior, o que as Escrituras chamam de Graça; e isso não é propriedade sua, é dom de Deus.

Quem sou eu? Um (ex)crente.

fonte: Amor, Música e Café

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