Empresário do RS cria computador de papelão que economiza energia

Um empresário do Rio Grande do Sul criou um computador ecológico com estrutura feita de papelão reciclado e componentes que consomem menos energia. André Ruschel, da cidade de Santo Ângelo, desenolveu o “ThinEco”, como foi chamado, para mostrar como é possível produzir uma máquina utilizando os conceitos “verdes” de tecnologia da informação.

A máquina, que pesa cerca de 1,2 quilo, foi descoberta durante duas palestras de Ruschel no evento “Microsoft TechEd Brasil 2010”, em setembro.

“Eu fui fazer palestras sobre assuntos não relacionados ao computador. Usei o equipamento para me ajudar nas apresentações, como se fosse um notebook, mas ele acabou chamando muito a atenção. A ideia não era fazer a sua divulgação”, disse Ruschel.

Para criar o gabinete ecológico, Ruschel precisou ir atrás do material mais resistente. A melhor opção foi o papelão usado para embalar peças automotivas, por causa da sua espessura e rigidez.

O segundo passo foi criar o desenho de computador, pensando principalmente na parte interna do equipamento. O desenho foi, então, enviado para uma máquina de corte onde foram feitas as chapas de papelão, que foram, em seguida, coladas umas nas outras. Cerca de 70 chapas foram usadas. “Por isso, a estrutura é bem rígida, podendo suportar uma pessoa sentada em cima sem amassar”, explicou Ruschel.

Vários testes foram feitos para estressar a máquina, como a deixando ligada por dois dias. Mas ela não superaqueceu. “Como o papelão tem orifícios naturais, o material possibilita a ventilação do equipamento”.

O computador é muito similar a um netbook, porque não tem drive de CD e DVD, além de ter baixa capacidade de processamento, o que consome menos energia.

A placa-mãe escolhida por Ruschel utiliza a arquitetura Atom, que tem certificado de “Green IT”, além de já possuir um processador integrado. Para o armazenamento, foi escolhido um disco rídigo de notebook, que gasta menos energia. Mas Ruschel afirma que está estudando a possibilidade de substituir por um HD SSD, que é mais rápido, consome menos e não é mecânico.

Ruschel conta que já tinha toda ideia na cabeça quando pensou em produzir o equipamento, no início de julho. Ele demorou dois meses para montar a máquina, que ficou pronta no final de agosto. Ruschel diz que ainda está pensando se vai comercializar o “ThinEco”, já que o objetivo inicial do projeto não era comercial.

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Laura Brentano, no G1.
dica da Cristina Danuta

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