Os gays e as abortivas na política

Moisés Lourenço

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Sempre Nunca, na história deste país, assuntos que concernem ao fórum íntimo, familiar, são convergidos às estruturas morais institucionalizadas. É nascer e se moldar drasticamente.

Grandes braços-de-ferro se esgrimam e ganha à estrutura mais influente e em plena arena eleitoral, a grande vencedora é a religião.

Lamento o óbvio: a vencedora faz barganhas utilizando-se de sua moeda. Trazem ao pentagrama, com clave de Sol da Justiça, a sua prerrogativa ditadora descartando a sua missão acolhedora.

As questões cruciais e que deveriam ser realçadas com sangue e suor, são abandonadas nas trincheiras e as questões secundárias e perversamente elaboradas, são priorizadas pelo fato de valer influência, apelo e conveniência.

Enquanto os hospitais comportam todo o descaso possível, enquanto a injustiça social fustiga, empobrece, mata e emburrece, enquanto a corrupção se desenvolve como uma potestade indissociável do Homem, enquanto o Grande Jardim vai sendo envenenada, enquanto a solidão e a depressão vão de alastrando, a igreja cristã do Brasil vai se definindo como uma grande força política a fim de colocar, no trono máximo de nossa república federativa, o seu preferido, ignorando todos esses itens que relacionei neste mesmo parágrafo e declarando guerra a fim de privilegiar aquele que se restrinja em coadunar a ela no que tange a sexo e aborto.

Se ela, a igreja, defende que uma mulher não pode abortar porque o feto não é um prolongamento da vida dela [da grávida] e sim, uma outra vida independente, a regra de independência não vale para quando este feto se desenvolve e escolhe com quem quer transar e se relacionar.

Sobretudo, a questão de aborto que tanto somos contra, passa ser mais importante do que a injustiça social, como se toda mulher fizesse aborto para se alimentar do feto e fazer dinheiro resolvendo o problema da diferença social alarmante.

Saúde, educação e dignidade para viver é mais importante do que sexo e aborto e não quero dizer que essas questões sejam irrelevantes, apenas acredito que são temas de jogo político e quem sai perdendo é o povo brasileiro em relação a sexo de anjos homens.

– Pai, estou com fome e doente…

– Vá assistir o debate eleitoral sobre gays e as abortivas que passa.

fonte: Reação Política

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