Meu (relutante e crítico) voto em Dilma

Robinson Cavalcanti

É da lógica dos sistemas eleitorais de dois turnos, que os eleitores de candidatos não eleitos no primeiro turno tenham que fazer uma escolha entre os dois candidatos finalistas, mesmo que nenhum deles seja o de sua preferência.

Votei em Marina no primeiro turno, e, para uma geração que passou quase 30 anos sem poder escolher um Presidente da República, a abstenção, o voto nulo ou o voto em branco, não condiz com o nosso perfil.

Devo votar como brasileiro, com as diversas variáveis que me envolvem, com seus respectivos interesses: nordestino, professor universitário, aposentado, de classe média, na terceira idade, e, acima de tudo, como cristão.

Sou desfiliado de partido político há 13 anos, não votei no Presidente Lula nos três últimos pleitos, sou um crítico contundente de alguns itens do PNDH 3 (80% dos seus itens são iguais ao de FHC); tenho um livro escrito contra o homossexualismo, escrevi uma Carta Aberta aos Senadores da República contra a PLC 122, estou na linha de frente pela vida e contra o aborto; afirmo a necessidade da presença cristã com seus valores em uma sociedade religiosa e um estado laico, e vejo que o conflito contra o Secularismo é cultural, e que se trava na mídia, na academia, no aparelho de Estado, inclusive na magistratura e no ministério público, e que as suas distorções atingem todos os partidos brasileiros. Mas, afirmo a soberania nacional diante dos poderes imperiais, defendo a universalização e a interiorização da educação pública de todos os níveis, e a busca da inclusão social, reduzindo as desigualdades, eliminando a miséria e não os miseráveis.

Tenho restrições a ambos os candidatos (estão longe de ser os dos meus sonhos), estarei levantando bandeiras proféticas qualquer que seja o eleito, mas creio que diante de dois projetos (atores, interesses) políticos imperfeitos, dizemos como os italianos: ficamos com o “meno male”. Por isso, em paz com Deus e a minha consciência, relutante e crítico, vou votar em Dilma no próximo domingo, respeitando os que não o fizerem.

Oremos pela nossa Pátria e trabalhemos no combate ao mal e na promoção do bem-comum, a partir dos valores do reino de Deus, revelados nas Sagradas Escrituras e encarnado em Jesus Cristo.

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