O lado antissocial das mídias sociais

Artista passará um mês em uma vitrine, comunicando-se apenas através do computador. Ideia é questionar impacto da tecnologia nas relações humanas

Até que ponto as mídias sociais estão afetando a maneira com a qual nos comunicamos? Esta foi a questão que a americana Cristin Norine quis explorar quando decidiu se isolar por 30 dias na vitrine de uma galeria em Portland, Oregon.

(foto ao lado)

Até o dia 1 de dezembro, todas as ações de Norine serão visíveis ao público, mas a única comunicação que ela terá com o mundo será através da tecnologia.

A ideia por trás do “isolamento público” de Cristin é analisar o futuro da comunicação “analógica” em meio à digitalização das relações humanas. Da residência de vidro, onde dispõe de alguns móveis e aparelhos de ginástica, Cristin utiliza apenas mídias como o twitter, facebook e um blog para se comunicar.

O “Public Isolation Project” (Projeto de Isolamento Público) é resultado de uma parceria entre Norine e Josh Elliot — que está desenvolvendo um documentário sobre a experiência. Ao filmar tanto o confinamento de Cristin quanto as reações dos espectadores, Elliot procura incitar uma reflexão sobre a perda da privacidade na era da internet. Os dois, contudo, afirmam não se tratar de um manifesto contra a tecnologia, e sim uma reflexão.

“Estamos acessíveis 24 horas por dia”, declarou Elliot. “Com um celular no bolso, você pode receber mensagens ou ligações a qualquer momento. Com o Facebook, você está atualizando o tempo todo. Você tem amigos no Facebook que nunca conheceu, e eles sabem mais sobre o que está acontecendo na sua vida do que sua mãe que não está no Facebook”.

Durante o confinamento, Norine mantém um blog, no qual fala sobre a experiência e posta fotos tiradas de dentro do ambiente de vidro. Seus relatos muitas vezes transparecem desânimo e cansaço, mas também entusiasmo com a experiência e a interação dos espectadores. Com apenas mais de uma semana pela frente, Norine diz ansiar por interação humana, uma bela refeição e música ao vivo.

Fonte: Opinião e Notícia
Video: CNN

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