Uma versão multimídia e inovadora da ‘Santa Ceia’ de Da Vinci

As fotos mostram a versão multimídia de ‘A Última Ceia‘, de Leornardo Da Vinci, obra do cineasta Peter Greenaway, que está sendo apresentada em Nova York.

A enorme sala de exposições, situada na avenida mais sofisticada de Manhattan, anunciou em comunicado que a mostra será a primeira apresentação nos Estados Unidos da obra multimídia de Greenaway, que estreou na Europa.

De 3 de dezembro a 11 janeiro, o cultuado diretor vai ocupar o Park Avenue Armory com uma experiência multimídia que constitui uma “manipulação de luz, som e ilusão teatral”, que cria “entornos audivisuais dinâmicos para suscitar diferentes formas de ver a obra de Leonardo”.

A mostra inclui um “clone” ou réplica exata do mural pintado no século XV na parede do refeitório do convento de Santa Maria Delle Grazie, de Milão, considerado uma das obras de arte mais importantes do Ocidente.

A obra original tem 4,6 metros de altura por 8,8 metros de largura, assim como a versão “revisitada” por Greenaway, imagens e luz projetadas sobre o “clone” da Última Ceia, acompanhada de vozes, imagens e sons, darão vida nova à obra-prima. A função é mais ou menos assim, primeiro, os visitantes assistem, durante 40 minutos, a uma colagem visual e sonora sobre a pintura renascentista.

Em seguida, passam a uma sala que recria o refeitório do convento milanês para contemplar a reprodução em escala real da obra original, antes de passar por outra experiência multimídia, também assinada pelo artista, sobre a tela “Bodas de Canaã“, de Veronese.

“Peter Greenaway conduz o visitante por experiências coreográficas que constroem e desconstroem a obra de Leonardo em uma incrível fantasia multimídia“, disse Rebecca Robertson, presidente da Arsenal de Park Avenue.

Greenaway já fez experiências semelhantes, em 2006, com “Ronda Noturna“, de 2006, em Amsterdã; com a mesma Ceia de Leonardo, em 2008, no convento milanês, e no ano passado com “Bodas de Canaã“, de Veronese, na Bienal de Veneza.

Entre as pinturas que ele gostaria de fazer algo semelhante  estão “Guernica” de Picasso, uma obra de Jackson Pollock pintada por gotejamento, o teto da Capela Sistina. Greenaway disse: “Nós não vamos transformá-las em filmes. Essas não são  obras de arte animadas. Não são desenhos animados. Mas podemos mudar a cor, mudar o contraste, mudar o chiaroscuro, e assim  fazer com que estas pinturas pareçam cinematográficas. “

A pintura é uma arte onipresente na obra multimídia de Greenaway. O cineasta galês realizou, entre outros filmes, “A Barriga do Arquiteto” (1987), “O Cozinheiro, o Ladrão, sua Mulher e o Amante” (1989) e “O Livro de Cabeceira” (1996).

Via: N9veNY Times

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