Igrejas e Tiros no Pé – Do Anti-Natal e Ano Novo

Robinson Cavalcanti

Vem correndo entre setores do multifacetado protestantismo brasileiro uma onda judaizante, que tem procurado substituir todas as efemérides comemoradas por dois mil anos pelos diversos ramos da Igreja de Cristo pelo calendário judaico da Antiga Aliança. Como caranguejos, estão andando para trás, indigentes antropológicos e iconoclastas, e romanofóbicos, não sabem o que fazer com a cultura, e resvalam para essa imensa bobagem. Outro setor, não propriamente judaizante, tem concentrado toda a sua ira na festa do Natal. O negócio é varrer a comemoração do Natal da face da terra. Os ateus, os secularistas (e satanás) agradecem penhoradamente…

Essa semana, um programa “evangélico” de televisão (abusando da liberdade religiosa), depois de “baixar o cacete” na Igreja Romana, dizia que essa havia substituído o aniversário de Baal pelo Natal. Durma-se com um barulho desses!

Quando os tais “natais” do mundo tem de tudo, de Harry Potter a bebedeira, vem esses “irmãos” como aliados e inocentes úteis no processo de secularismo.

Uma grande Igreja Presbiteriana (da IPB), no sudeste, eliminou a Liturgia das Luzes e o próprio Culto Natalino (seja na véspera, seja no dia de Natal), dizendo o seu pastor que “o natal é a festa da família”. Os governos marxistas de Cuba e, na época, de Moçambique têm o mesmo entendimento, pois lá o Natal foi substituído no calendário pelo “Dia da Família”. Ora, meus amigos, o Natal pode ser festa de família, de colegas de trabalho, de vizinhança, de clubes e associações lítero-atlético-recreativas, mas sem ser, nuclearmente a Festa da Família da Fé, onde se celebra a Encarnação, fica o puro secularismo.

Faço uma pesquisa sobre onde se rompe o Ano Novo, e é claro que a mente secular vai responder que no réveillon do clube, dos fogos na praia, em casa ou na casa de parentes, entre comes e bebes e votos de felicidade, com a parentela em estágios diversos de sobriedade. Mas, quando um terço dos crentes tem a mesma opção, estamos, nesse item, também andando para trás, em direção ao secularismo. Romper o Ano Novo na Igreja, aos pés do Senhor, trazendo parentes e amigos, em uma forma de testemunho e de evangelismo, tem sido uma das mais importantes marcas do protestantismo brasileiro, por um século e meio.

É lamentável que os crentes estejam “batendo fofo” e sucumbindo ao apelo secularista/sentimentalista dos seus parentes, deixando esse momento sagrado. Tem até igreja (graças a Deus uma minoria!) que até eliminou esse Culto de Vigília, e outras acabam o culto antes da meia noite para que todos (até pastores) corram para seus espaços domésticos, nesse misto de ideologia familista com secularismo.

São tiros no pé!

Vivemos em um momento difícil da História da Igreja, perseguida ou discriminada na maioria dos países. E, onde, pela graça de Deus, gozamos de liberdade religiosa, no lugar de consolidarmos e avançamos com a bandeira da cruz, vemos surgir distorções e acomodações suicidas.

Mais Natal no Natal!

Lugar de crente na noite do dia 31 de dezembro é na Igreja, não importa a cara feia ou a murmuração da parentela. Somos diferentes!

Isso, porém não surpreende, quando a própria Igreja abandona sua auto-imagem de sacralidade, por uma visão meramente humana, organizacional, um clube religioso, enfim.

Um Povo Santo erguendo o Estandarte do Rei do reis!

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