Uma decisão

Vandejer Adrian

Um dia, tive dois livros diante de mim. O primeiro era “Caçadores de Deus”, de Tommy Teeney. O segundo era “O Deus (in)visível”, de Philip Yancey. Li parcialmente os dois, mas o suficiente para perceber que tratavam da mesma temática, a famigerada Busca de Deus. Sendo que o primeiro era mais ardente, tinha mais fogo, estava submerso numa promessa do sobrenatural, de homens jogados ao chão por um poder divino que afirmava sua autoridade. Já o segundo era os relatos e pensamentos de um pensador um tanto frustrado, que tinha fé inabalável em Deus, mas era cheio de dúvidas, e que divagava, poético, sobre conhecer a esse ser amoroso e um tanto misterioso…

Sabia que precisava escolher um dos dois livros, uma das duas teologias, um dos dois caminhos. Escolhi, depois de muito pensar teológica e filosoficamente, “O Deus (in)visível”, do Yancey, e isso me fez toda a diferença!

Hoje, minha oração não é assembleiana, nem ‘pentecostal’, é muito mais “João-gilbertiana”, sussurrando, com um coração cheio de reverência e amor. Às vezes, minha adoração a Deus despreza palavras. É só um rememorar das lúcidas e ternas palavras e ações do Cristo, a quem devoto todo o meu amor. Adoro com meu lembrar, de olhos fechados, com minhas lágrimas de encantamento e com meu coração quebrantado de admiração. Minha oração é desprendida de ambição, não pede posses materiais, no máximo, consolo, e a sua presença. Não busco mais visões ou sonhos sobrenaturais, nem mesmo os dons. Se Deus quiser me dar, aceitarei grato, ressaltando que tal não chegará nem perto do centro do meu coração. Talvez eu não tenha mais condições de dizer que sou evangélico. Mas folgo singelamente sabendo que hoje sou muito mais cristão…

Busco só ser cristão. Pura e simplesmente. Viver dia-a-dia, pagar um lanche pra uma criança pobre e ver sua boca melada de maionese. Busco tentar persuadir meus amigos que Jesus Cristo de Nazaré é toda poesia, e que Ele de fato é quem disse que é. Busco sentir Deus, amá-lo cada dia mais… Busco tentar entender seus mistérios, mesmo sabendo que depois de eu muito pensar, Ele deve estar me olhando divertido, como um Pai que rindo, abraça seu filho de um ano ao vê-lo tentar montar um quebra-cabeças de 500 peças. Vivo assim… Vivo escrevendo poesias, ouvindo boas músicas (algumas poesias e músicas tão profundas como minh’alma), buscando me aconchegar no calor dos amigos…

E assim, sigo vivendo… e gargalhando sempre que possível…

fonte: Blog do Vandejer Adrian

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