Lances de Caná (4) – A Intercessão

Ariovaldo Ramos
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E, faltando o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Não têm vinho. Disse-lhe Jesus: Mulher que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora. (Jo 2.3,4)

Oração intercessória foi o que Maria fez.
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Oração de quem se interessa e de quem acredita na possibilidade da mudança.
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Maria se interessava pela sorte do casal e sabia que Jesus podia fazer algo, provavelmente já havia visto algo nessa direção.
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A intercessão depende de dois componentes: do amor que se importa com o outro e da fé que acredita no Deus do impossível; não só que Ele o pode, mas que ele quer abençoar.
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Vivemos num mundo individualista e por demais explicado. É preciso recuperar o amor que se importa com a angústia do outro, mesmo que seja uma angústia que pareça superficial, como o término do estoque de vinho ruim de uma festa pobre. Por que a intensidade da dor, só a sabe quem a sente.
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Maria viu a dor além das aparências, a dor do vexame, da impotência, da angústia de quem parece ser vencido pela história, que privilegia os que podem e deserda os destituídos do poder. E do outro lado, viu o libertador, aquele que pode trazer a equidade.
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Precisamos reaprender a crer naquele que pode realinhar a humanidade e as moléculas.
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A intercessão também nos realinha, Maria esperava por algo que Jesus ainda não podia dar: reconhecimento. Se ele fizesse um milagre estonteante, ficaria comprovada a sua origem especial, mas Jesus tinha senso de missão e de reverência ao seu Pai. E Maria voltou para a intercessão pura e simples.
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Quando a gente ora pelo outro, Deus cura a gente. Como mudou a sorte de Jó, enquanto este orava por seus amigos (Jó 42.10).
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fonte: Blog do Ariovaldo Ramos 

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