Proibidão: outro comercial banido da TV americana por usar imagem religiosa

Detentora das marcas Pepsi e Doritos, a empresa Pepsico repetiu este ano o concurso “Crash the Super Bowl” de novos talentos para a publicidade. Dezenas de produtoras independentes criaram, produziram e filmaram comerciais para um concurso que distribui um milhão de dólares em prêmios. Os filmes são submetidos a uma votação na internet que seleciona os melhores.

Os vencedores têm a chance de exibir suas criações durante o evento que mais atrai telespectadores na TV americana: o Super Bowl, a final do campeonato de futebol.

Depois de alguns canais proibirem a veiculação de um comercial que usava a imagem de Jesus, outro filme publicitário foi alvo de censura por ser considerado ofensivo ao cristianismo.

Intitulado “Feed the flock” [Alimente o rebanho], o filme mostra um sacerdote preocupado com a baixa frequência na igreja. Ele pede a Deus uma solução para chamar os fiéis de volta às reuniões. A “resposta divina” seria substituir os elementos tradicionais da ceia ou eucaristia.

Em vez de pão e vinho, os sacerdotes oferecem salgadinhos Doritos e Pepsi MAX. O comercial termina com diferentes filas de fiéis esperando pelo momento de apreciar os produtos da Pepsico.

Os criadores insistem que não é uma ofensa à religião. O ator Michael Lyons, que interpreta o sacerdote e foi o autor do roteiro, afirma ser um católico devoto. Em comunicado à imprensa, ele declarou:  “As pessoas interpretaram errado a intenção e a mensagem do anúncio. O padre não consagra os Doritos e a Pepsi, portanto não é a eucaristia”. Contudo, o comercial usa a palavra “pastor” para se referir ao sacerdote, que usa uma aliança e na igreja não há imagens, o que levou grupos protestantes a ficar igualmente insatisfeitos.

O diretor do comercial, Dave Williams, disse ao 10 News que está “chocado com a controvérsia”. “Algumas pessoas o transformaram em algo que ele não é.”

Alguns sites católicos chegaram a criar uma “corrente” online pedindo que o comercial não fosse exibido. Assim, a promotora do concurso o retirou da competição.

Curiosamente, no ano passado o concurso da Pepsico selecionou e premiou um comercial produzido pela igreja Mosaic, de Los Angeles, que se passava em uma igreja e foi dirigido pelo pastor Ervin McManus. Alguns canais proibiram em 2010 um comercial contra o aborto produzido pela organização cristã Focus on the Family.

Misturar publicidade com religião é uma questão delicada que parece sempre gerar controvérsia. Perguntados se aprenderam algo com esta experiência, Lyon e sua produtora afirmaram: “Aprendemos que religião e publicidade são uma mistura volátil. Se tiver que fazer outro comercial, no futuro, certamente vou ficar longe de religião. Aprendemos também o quanto a internet é poderosa. Aprendemos a ver como as pessoas são apaixonadas por sua religião”.

Agência Pavanews, com informações de Gather e Politics Dail.

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