As redes sociais estão matando os blogs?

Jovens abandonam os textos longos e preferem mensagens curtas

Os blogs tiveram uma rápida ascensão há mais de 10 anos, quando serviços como Blogger e LiveJournal foram lançados e rapidamente tornaram-se populares. No início, o conceito era de um diário virtual, no qual podiam ser compartilhadas opiniões, fotos, ou simplesmente contar o que foi feito no dia anterior. Os comentários deixados pelos leitores promoviam uma interação maior. Aos poucos, os blogs tornaram-se uma poderosa ferramenta de comunicação, que prometia rivalizar com os jornais.  Tanto é verdade que alguns deles tornaram-se gigantes da mídia que dita tendências, como o Huffington Post ou o Techcrunch.

Há algum tempo, “blogging” era um termo tão importante que chegou a ser eleita a “palavra do ano” pelo prestigiado dicionário Merriam-Webster. Segundo os relatórios do The New York Times, com o crescimento do Facebook e do Twitter, os blogs estão perdendo sua força. A tendência é notada especialmente entre os mais jovens. Pesquisa publicada no final do ano passado revelou que entre 2006 e 2009 a popularidade dos blogs caiu 50% entre jovens de 12 a 17 anos. Entre 2008 e 2010, caiu 2% entre o grupo de 18 a 33 anos.

Nesse período, plataformas como o Tumblr, que parece mesclar melhor a ideia de rede social e blog, cresceu mais de 1.000%. A popularização dos videoblogs, ou vlogs, também contribuiu para que muitos começassem a gravar suas ideias em vídeo em vez de digitar um texto. Nota-se aí outra tendência, de uma convergência definitiva de sites como YouTube que passaram a ser “redes sociais” de fato. Foram incorporadas funções a eles como “gostar” de um vídeo e os comentários permitem a interação do autor com os visitantes. A troca do computador pelo celular como meio principal de acesso à internet em muitos lugares também é um fator a ser considerado, afinal telas menores pedem conteúdos mais dinâmicos.

Alguns ex-blogueiros dizem ter desanimado por não terem leitores  suficientes, nem tempo para escrever textos longos. Outros dizem não estar mais interessados em ter um blog porque sites como Facebook são tudo o que precisam para se relacionar on-line com outros internautas. Talvez os blogs estejam apenas passando por uma reformulação e encontrando um novo nicho próprio, embora menor: “Se você está procurando por uma conversa mais substancial, utiliza os blogs”, diz um guru dos blogs. “Você não vai encontrar isso no Facebook.”

As mensagens do mural do Facebook e o quase onipresente botão “curtir”, que passou da marca de um trilhão de cliques, já havia redefinido muito do comportamento dos usuários da internet. O Twitter parece ter apontado uma mudança definitiva. Os 140 caracteres de limite dessa ferramenta que para muitos é um microblog, foram driblados com a popularização dos encurtadores de links. Em vez de postar novamente, aqueles que desejam simplesmente compartilhar informações apontam para o artigo ou foto original.

Para os que sentem falta da premissa inicial de diário virtual, o Twitter cumpre bem essa função para muitos usuários, com os “clássicos” tuítes que anunciam o que a pessoa está fazendo ou mesmo o Foursquare, que anuncia o lugar em que ela esteve.

Agência Pavanews, com informações de The New York Times.

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