Parada Gay deste ano usa religião como tema e quer dar resposta à “Marcha para Jesus”

Publicado originalmente na FOLHA Aqui e Aqui

Voltado à religião, o tema da 15ª edição da Parada Gay é: ‘Amai-vos uns aos outros: basta de homofobia’. Entre os trios que desfilam na avenida Paulista, um deles traz o versículo de Salmos 85:10, que diz ‘A justiça e a paz se beijarão’. Acompanhando o trio, duas pessoas vestidas de anjo. (foto)

Cristina Moreno./Folhapress
Trio elétrico religioso na concentração para a Parada Gay de São Paulo
Trio elétrico religioso na concentração para a Parada Gay de São Paulo

Seguindo o trio, a Frente Paulista Contra a Homofobia distribuia panfletos sobre o kit escola antihomofobia. Pessoas vestidas de branco, com uma faixa preta envolta no braço, simbolizando as pessoas que morreram vítimas de ataques homofóbicos seguem na avenida.

Segundo a organizadora e e coordenadora do Centro de Referência da Diversidade, Irina Bacci, 40 anos, cerca de 400 pessoas, de várias religiões, foram mobilizadas para defender a faixa. Entre eles, padres, pastores e ateus. “A maioria dos religiosos que estão aqui não são homossexuais, mas estão propondo um hino pela paz”, disse ela.

Para Bacci, na Marcha Para Jesus, eles acabaram propondo a violência com discursos homofóbicos, assim como no Congresso Nacional, por isso, a escolha desse Salmo para o trio.

Os integrantes da manifestação seguram uma faixa com a frase “Exerça a fé e pratique o amor ao próximo. Diga não à homofobia”. Também estão sendo distribuídas 200 camisas e 3.000 botons com a frase: “O amor lança foram todo o medo”.

Integrantes da Igreja Cristã Evangelho Para Todos estão desde as 11h distribuindo panfletos na avenida Paulista, na concentração para a 15ª Parada do Orgulho GLBT (gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros). “Para Deus somos todos iguais. Amor não é pecado”. É o que dizem os papéis que estão circulando pela avenida.

“Nós só queremos que as pessoas respeitem o que Jesus Cristo disse há 2.000 anos, que todos devem se amar”, disse o pastor Silvio Pompeu, 30 anos, autônomo. Segundo ele, a igreja existe desde 2001 e recebe cerca de 180 pessoas todas as quintas-feiras, dia de culto.

Comentários

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2 Comentários

  1. Isaque Oliveira disse:

    e agora Igreja?

  2. Renan Martins disse:

    Não sei por que os homossexuais precisam dar resposta, bater de frente, ou qualquer coisa assim. Se a igreja e seus seguidores não concordam com a prática isso é um direito deles. Desde que não haja nenhum tipo de violência, os homossexuais devem conviver com isso, assim como querem que os cristãos convivam com eles. Citar a Bíblia só desrespeita a fé cristã, por colocá-la em um contexto contrário a alguns de seus ensinamentos.

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