Ser um campeão olímpico pode custar a sua infância

Agência Pavanews, com informações de Amusing Planet

“O esporte é um negócio sério na Escola Shichahai, um centro de treinamentos controverso para 300 alunos, totalmente financiado pelo governo. O objetivo dessa academia é a formação da próxima geração de atletas chineses”, relatou o jornal inglês Telegraph em uma reportagem publicada em 2008, pouco antes da Jogos Olímpicos de Pequim.

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O treinamento para formar campeões olímpicos começa desde muito cedo na China. A maioria é selecionado entre os cinco e os seis anos de idade e enviados para escolas especiais de esportes junto com milhares de outros possíveis atletas. A maioria não passa nos testes, mas para os que permanecem, a pressão de vencer é enorme.

Cerca de 600 crianças de toda a China, entre os seis e os 18 anos, vivem atualmente em tempo integral na Escola de Esportes Shichahai. Seis dias por semana eles estudam de manhã e treinam durante quatro horas durante a tarde. Os pais têm permissão para ver seus filhos apenas nos finais de semana, mas a maioria acostuma-se com a separação, na esperança de ver os filhos serem campeões. Pais dos atletas promissores mais pobres muitas vezes recebem uma casa em sua cidade natal como um “incentivo” do departamento de esportes local. Outros apenas querem assegurar uma boa educação para seus filhos.

Shichahai tem desempenhado um papel importante na produção de atletas de ponta para o país e que passaram a ganhar medalhas de ouro nas últimas Olimpíadas. Mas para alcançar todo esse sucesso, a escola e o sistema que ela representa, tem sido acusada de exigir esforços demasiados desses jovens, e até mesmo de abusar deles. Em uma visita a Shichahai alguns anos atrás, o multicampeão olímpico de remo,  Sir Matthew Pinsent, disse que viu uma menina de sete anos chorando ao enquanto era obrigada a fazer exercícios e um menino com marcas nas costas.

As imagens das sessões de treinamento mostram a tensão e o esforço das crianças, mas eles não podem proferir um som sequer. Muitas vezes os treinadores são rígidas e alguns deles são acusados ​​de bater regularmente nos alunos. Em um caso, o Liaoning Anshan foi acusado de oferecer doping a atletas de 15 anos. Wu Yigang, professor da Universidade de Xangai, disse ao Washington Post que : “Algumas dessas escolas de esportes só podem ser vistas como linhas de montagem de produção de atletas. Elas muitas vezes exigem deles 6 horas de treinamento ou mais por dia. Muitos atletas chineses têm dedicado tanto tempo aos treinamentos que não conseguem ir além da quinta série. ”

Quando essas crianças deixam as escolas de atletismo, não conseguem empregos por falta de capacitação. Algumas comissões esportivas locais, às  vezes, geram empregos, mas no final, a maioria deles se tornam simples operários. O jornal China Daily Sports estima que 80% dos atletas aposentados da China sofrem com dificuldades por causa do desemprego e da pobreza ou problemas de saúde crônicos resultantes da sobrecarga de treinamento na infância.

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Comentários

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1 Comentário

  1. Judith de Almeida disse:

    A China me assusta. Sob qualquer aspecto que eu olho esse país, ela me assusta. E quase sempre no lado negativo do verbo asustar.

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