Um dia lamentaremos…

Carlos Bregantim

Um dia destes ouvi esta frase da Lau, mulher da minha juventude e com quem estou envelhecendo junto e é quem amo .

“UM DIA LAMENTAREMOS”

Escrevi aqui alguns lamentos que ainda da tempo de serem revertidos e, antes de serem lamentos, podem ser memórias saborosas de quem vive a vida com leveza, graça e responsabilidade consigo mesmo e com o próximo.

Um dia lamentaremos não ter conversado mais com os que amamos, todos.

Um dia lamentaremos não ter tomado mais alguns “cafés” com os que queríamos bem.

Um dia lamentaremos não ter abraçado mais aqueles que nos faziam só bem.

Um dia lamentaremos não ter andado de mãos dadas com os que tinhamos identidade de alma.

Um dia lamentaremos não ter partilhado mais a vida com os que nos compreendiam e nos ajudavam a descomplicar a alma.

Um dia lamentaremos não ter caminhado nos parques e nas praias contemplando o belo e a criatividade do Eterno Pai.

Um dia lamentaremos não ter beijado mais os lábios daqueles que sabiam saborear as delicias da afeição, do amor, do amar, da paixão, do bem querer.

Um dia lamentaremos não termos nos percebido enquanto envelhecíamos.

Um dia lamentaremos não termos brincado de rodas e dançado ao som de melodias variadas.

Um dia lamentaremos não termos repartido mais a mesa pra saborear o pão e o vinho.

Um dia lamentaremos não ter parado prta contar e ouvir nossas histórias e as dos outros.

Um dia lamentaremos termos feito escolhas que nos separaram dos que amamos.

Um dia lamentaremos ter vivido parte da vida encaramujados em nós mesmos.

Um dia lamentaremos ter perdido a paciência com nossos filhos e não tê-los abraçado e beijado mais.

Um dia lamentaremos ter perdido a paciência com nossos pais, avós, tios e nossos queridos mais velhos. Lamentaremos não te-los mais por perto pra ouvir suas histórias e acariciar suas peles enrrugadas e calejadas pela vida.

Um dia lamentaremos ter magoado alguns desnecessariamente.

Um dia lamentaremos ter ficado tanto tempo magoados com alguns que deveríamos ter tido mais perto.

Um dia lamentaremos não ter viajado pra onde até tinha recursos pra viajar, mas, escolhemos não ir pra economizar.

Um dia lamentaremos não ter dado aquele telefonema ou escrito aquele e-mail aqueles que ficaram esperando o que prometemos.

Um dia lamentaremos não ter ido mais vezes na casa dos pais, dos avós, dos filhos, dos familiares, dos amigos.

Um dia lamentaremos não ter sido mais hospitaleiros e acolhido pessoas que amamos e nos amam que, as vezes, são anjos enviados pelo Eterno.

Um dia lamentaremos não termos dado chance pra que alguns novos relacionamentos brotassem e se tornassem em amizades e até amores.

Um dia lamentaremos não ter adotado uma criança da Visão Mundial ou visitado a Missão Cena ou não ter se engajado em algum projeto que visava tornar melhor a vida de alguns.

Um dia lamentaremos… de muitos outros tantos itens que podem ser relacionados aqui.

Sim, um dia, e este dia nunca está tão longe como imaginamos as vezes.

Este dia está tão perto de nós, todos os dias, mas, não percebemos isto ou, se percebemos, damos de ombros e nada fazemos pra mudar as circunstancias.

Olha,

é apenas uma reflexão existencial impessoal.

Registros de lamentos que ouço e faço todos os dias.

É óbvio que o Eterno Pai e Criador de todo universo e nós todos, quando nos criou, traçou planos melhores do que os que escolhemos pra viver.

Alguns percebem, a maioria, não.

“UM BRINDE A VIDA E BENVINDOS À EXISTÊNCIA PRA VALER”

Comentários

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3 Comentários

  1. Sergiogleria disse:

    Um texto bonito, sincero e que me deixou muito emocionado !!! Não poderia esperar outra coisa deste “Blog” atual, democrático e inteligente. Parabéns !!!
    Sérgio Gléria

  2. Carlos Alberto disse:

    O Brega, como sempre, almático, sensível e, sobretudo verdadeiro. As vezes esquecemos nossa condição humana; desdenhamos nossas próprias carências que se acumulam com o passar do tempo e retornam sempre em forma de angústia profundas.

    Prá grande maioria, ainda dá tempo de recuperar o tempo perdido e sair por aí declarando amor por todos a quem encontrarmos pelo caminho. A começar pelos amados mais próximos, façamos uma revolução de aproximação (ou reaproximação?) daqueles ainda distantes e reticentes. Se eles não vem a você, que tal ir a eles?

    Tô indo lá…

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